14 de abril de 2011

Café e Letras, Nós e os Clássicos - Os Irmãos Karamázov

   Porquê ler os clássicos?
Qual a relação possível entre os grandes livros e as grandes questões da actualidade?
O contacto com os grandes textos clássicos pode ser uma aventura mental e afectiva, uma relação viva e transmissível. A prova faz-se uma vez por mês na livraria Almedina do Atrium Saldanha. Em cada sessão de Nós e os Clássicos, com coordenação e moderação da jornalista e escritora Filipa Melo, um leitor especialista fala do seu gosto por um título clássico de ficção ou pensamento, como herança universal sem tempo e motor de mudança do entendimento do homem sobre a realidade e a imaginação. Nas próximas sessões, abordaremos a obra de Charles Baudelaire, Saul Bellow e Fiódor Dostoiévski. À procura de sinais do passado no presente, em análise e em relação com outras leituras e com a experiência de vida de cada um. Nós e os Clássicos: livros excepcionais apresentados por leitores excepcionais.
A próxima sessão do Nós e os Clássicos realiza-se dia 21 de Abril, sendo dedicada à obra Os Irmãos Karamázov, de Fiódor Dostoiévski. O evento realiza-se, como de costume, na livraria Almedina do Atrium Saldanha e conta com a presença dos tradutores Nina Guerra e Filipe Guerra.

13 de abril de 2011

Dia Mundial do Livro

  O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge. Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e recebem em troca um livro. 
Todos os anos, a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas assinala este dia com a publicação de um cartaz que distribui por bibliotecas, livrarias e outros espaços culturais. Com ele, pretende-se chamar a atenção para a importância do livro e da leitura como forma de melhorar os índices de literacia das diferentes camadas da população.

O cartaz deste ano é da autoria do artista plástico e ilustrador João Vaz de Carvalho. Premiado nacional e internacionalmente, editado em vários países, é hoje reconhecido como um dos mais prestigiados artistas do sector.
Aproveitando a comemoração do Dia Mundial do Livro a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas está a promover o passatempo “Voluntários da Leitura”, iniciativa que visa incentivar o voluntariado a nível de projectos concebidos para populações em situação de isolamento ou de exclusão social.
Para mais informações, incluindo o regulamento do passatempo e respectiva ficha de candidatura, podem visitar o website da DLGB.

12 de abril de 2011

Colóquio Internacional «Nietzsche, Pessoa e Freud»

  A despeito das diferenças que separam a filosofia nietzschiana, a psicanálise de Freud e a criação literária pessoana são inúmeros os pontos de contacto e as afinidades existentes entre Nietzsche, Pessoa e Freud.
Nietzsche considerado por muitos como filósofo da suspeita, abalou conceitos da filosofia, modificou a visão da verdade e sem receios constatou a morte de Deus. Estes e outros temas encontram ressonâncias nos pensamentos de Pessoa e Freud.
Freud leitor oculto de Nietzsche coloca no terreno da psicanálise muitas questões esboçadas na filosofia nietzschiana. Pessoa, que foi leitor e crítico de Nietzsche e de Freud, constrói sua produção artística animado por conceitos e problemáticas presentes no pensamento nietzschiano e freudiano.
O Colóquio Internacional Nietzsche, Pessoa e Freud pretende criar um espaço de reflexão onde os diversos pontos de contacto entre o pensamento destes três autores sejam debatidos.
O colóquio realiza-se nos dias 3 (Universidade de Lisboa -Faculdade de Letras), 4 (Universidade Nova de Lisboa) e 5 (Fundação Calouste Gulbenkian) de Maio de 2011 sendo a comissão científica constituída por Eduardo Lourenço, Paulo Borges, José Martinho, Artur Anselmo e Luís Manuel Bernardo.
 As inscrições já se encontram abertas, custando 25€ para estudantes e 50€ para o público em geral.


Programa Provisório

1º Dia (Universidade de Lisboa)

- Manhã
9:30 - 10:00:
– Sessão de Abertura – Membros da Comissão organizadora e científica
10: 30 - 11:45:
– Paulo Borges (Portugal) – As "Ilhas Afortunadas" em Fernando Pessoa ou de como a intencionalidade limita a consciência
– Markus Gabriel (Alemanha)  – “A temporalidade do inconsciente.”
12:00 - 13:15
– Leyla Perrone-Moisés (Brasil) – Pessoa e Freud: “translação”  e “sublimação”
– Cláudia Souza (Brasil) – «Todos deveríamos ser Freuds» - Freud e a multiplicidade literária em Pessoa

- Tarde:
14:30 - 15:45
– Nuno Venturinha (Portugal) - O Pensamento Dinâmico em Wittgenstein e Pessoa
– Nuno Ribeiro (Portugal) - Pessoa e a Construção do Estilo Filosófico – os textos filosóficos do espólio pessoano
16:00 - 17:15
– João Constâncio (Portugal) – O 'Sujeito-Multiplicidade' em Nietzsche e Pessoa
– Vânia Dutra de Azeredo (Brasil) - Entre o silêncio e a palavra: a questão do estilo em Nietzsche
17:30 – 19:45
–  Jorge Uribe (Colômbia) – Proving the Unprovable: uma tarefa adiada de Thomas Crosse
- Carlos Silva (Portugal) - Pessoa entre o Despudor da Vontade e o Fingimento da Patologia
–  José Almeida (Portugal) – Nos Domínios do Inconsciente Colectivo – Fernando Pessoa e Carl Gustav Jung
- Carla Gago (Alemanha) - "A Natureza tem só uma escrita..."
 – Lançamento do Livro: Olhares Europeus sobre Pessoa (Org Paulo Borges). 

2º dia (Universidade Nova de Lisboa)

- Manhã
9:00 - 10:15
– Lélia Parreira-Duarte (Brasil) – «A arte tem valia, porque nos tira de aqui»
– Jerónimo Pizarro (Colômbia) – «Sobre um caso de internamento»
10: 30 - 11:45:
– Fabrizio Boscaglia (Itália) – A influência do «espírito árabe» no pensamento de Fernando Pessoa: o entusiasmo da imaginação.
– Giangiorgio Pasqualotto (Itália) – "Oltre il soggetto:Pessoa, Nietzsche, il Buddha"
12:00 - 13:15
– Pablo Javier Pérez López (Espanha) – Fernando Pessoa: o autor de Jorge Luis Borges
– Julia Alonso Diéguez (Espanha) – Nietzsche y Pessoa: la voluntad de «Poder ser lo que se es»
- Tarde:
14:30 - 15:45
– Antonio Cardiello (Itália) – (Algumas) Origens exógenas da ontologia pessoana
– Alfonso Cariolato (Itália)– L’abissale brusio della superficie: l’esistenza in Pessoa e Nietzsche
16:00 - 17:15
– Duarte Braga (Portugal) – Entre a “Índia Nova” e o Atlantismo: O Pensamento de Pessoa entre colonialismo Neo-romântico e Horizonte Pós-Colonial
– Bruno Béu de Carvalho (Portugal) – Fernando Pessoa: o presente saudoso e a infinita distância
17:30 – 19:45:
– Daniel Duarte (Portugal) – Pontos de vista nietzschianos sobre a apreciação pessoana do «Freudismo».
– Luís Filipe Teixeira (Portugal) – Pessoa/Mora/Nietzsche: Em defesa do Eterno Retorno/Regresso dos Deuses ou o Filósofo como «Médico da Cultura»
- Raquel Nobre Guerra (Portugal) – Surrealidade mística em Álvaro de Campos - transcendência, absoluto e subitaneidade
- Rui Lopo (Portugal) - Presenças do Budismo na Obra em Prosa de Fernando Pessoa
20:00
– Lançamento da revista: Cultura ENTRE Culturas

3º dia (Fundação Calouste Gulbenkian)
- Manhã
9:00 - 10:15
– José Martinho (Portugal) – O nó das personalidades múltiplas
– Filipe Pereirinha (Portugal) – Uma época singular, à luz de Freud e Pessoa

10: 30 - 11:45
–  Ciprian Valcan (Roménia) – Le cas Nietzsche : folie ou simulation ?
– Teresa Oñate (Espanha) – “Tocados por el rayo del lenguaje divino: F. Nietzsche Y F. Pessoa”
12:00 - 13:15
– Fernando Ribeiro (Portugal) – «Do Sonho em Pessoa ao Sonho de Pessoa»
– Paulo de Medeiros (Holanda) – Pessoa and Women
- Tarde:
14:30 - 15:15
– Audemaro Taranto (Brasil) – “O livro Mensagem de Pessoa: uma obra que avançou no tempo”
– Teresa Rita Lopes  (Portugal) – Pessoa e Nietzsche: “Religião individual”-Metafísica recreativa.
15:30 – 16:15
- Conferência de Encerramento - Eduardo Lourenço

16:30
– Mesa Redonda de Escritores – “O processo criativo”:
– Nuno Júdice (Portugal)
– Miguel Real (Portugal)
– Ismahelson Andrade (Brasil)
– Teresa Rita Lopes (Portugal)
– João Pereira de Matos (Portugal)
– António Cândido Franco (Portugal)

17:30 – Mesa de apresentação de Livros

11 de abril de 2011

Nanozine n.º 2

O segundo número da Nanozine já está disponível online, estando também prevista uma versão impressa, à semelhança do que aconteceu no número anterior.

Colecção Autores Premiados Pelo Tempo

  De forma a homenagear grandes autores da Literatura Mundial esquecidos pela academia sueca, o Público apresenta a colecção: Não Nobel – Autores premiados pelo tempo. Uma selecção inédita de obras e escritores que, por razões diversas e controversas, não ganharam o Nobel. Nomes incontornáveis como Tolstoi, Joyce, Kafka, Woolf, numa colecção única e irreverente.
Entre 14 de Abril e 25 de Agosto, todas as quintas com o jornal Público. Cada volume custará 5,95€, à excepção do primeiro, que será vendido a um preço reduzido de 1,95€. A lista completa das obras incluídas na colecção é a seguinte:

1.      Terna é a Noite, F. Scott Fitzgerald
2.      Filhos e Amantes, D.H. Lawrence
3.      Judas, o Obscuro, Thomas Hardy
4.      Um Americano na Corte do Rei Artur, Mark Twain
5.      A Estepe, Anton Tchékov
6.      D. Casmurro, Machado de Assis
7.      Ultramarina, Malcom Lowry
8.      A Mãe, Máximo Gorki
9.      Os Passos Perdidos, Alejo Carpentier
10.  O Homem do Castelo Alto, Philip K. Dick
11.  O Demónio Branco, Lev Tolstói
12.  O Castelo, Franz Kafka
13.  Orlando, Virginia Woolf
14.  Liberdade ou Morte, Nikos Kazantzakis
15.  Gente de Dublin, James Joyce
16.  Três Mulheres, Robert Musil
17.  Coração das Trevas, Joseph Conrad
18.  Uma Noite em Lisboa, Erich Maria Remarque
19.  À Beira do Abismo, Raymond Chandler
20.  Daisy Miller, Henry James

10 de abril de 2011

Leituras Digitais (3 a 9 de Abril)


Rubrica semanal de notícias e artigos relacionados com a edição de livros digitais.

  In this exclusive interview, originally published in Portuguese at PublishNews, Roberto Feith, CEO of Objetiva and DLD’s chairman, openly reveals the actual plans, expectations and launch schedule of the new e-book distributor.
  The talk of a future in which children cannot access books is also not just wrong, but backwards. E-readers—already available for £52, and falling—offer an incomparably more convenient way for anyone to find good things. While defending libraries, surely there is also time to promote the fact that, thanks to Project Gutenberg and Google Books, every child in the country can now download virtually any out-of-copyright book for nothing. (Piracy will doubtless do the same for most in-copyright books too, as may digital lending, though this is less cause for celebration.)
  Thanks to the emergence of the Kindle and other electronic reading devices, today’s consumer can choose from a multitude of ways to consume content with multiple delivery model preferences. It is all about consumers and what they want, when they want it and how they want it. With consumer expectations higher than ever, the question becomes how can publishers meet these growing consumer demands while also generating revenue? Unfortunately, the mere act of delivering content digitally is not enough. Publishers today need to go beyond the book to embrace innovative ways to enhance the e-book purchase to meet their customer’s desire for convenience, personalization and flexibility.
  I should be grateful that I've been given the same space as the big boys to display my covers and my reviews. I should say thank you for the sale. But I don't. Because each time I sell a book on Amazon, I lose money.
  Amazon don't tell their customers how much they take from a small publisher like me, nor do they advertise the fact that I have to pay the postage on the books sent to them.
  A little over 6 weeks ago the Big 6 publisher HarperCollins announced that it would no longer allow library eBooks to be checked out indefinitely. Today it looks like HC might be reconsidering some details.
  Josh Marwell, President of Sales at HC, was at a conference yesterday. He spoke at length on the possible change in policy. “Is 26 set in stone? No. It’s our number for now, but we want to hear back. Immediately. Honestly, it doesn’t make sense that one size fits all. We consider it a work in progress. But this is the number that we have now,” he said. “We certainly expected a variety of responses, and we knew that there would be a lot of people that had issues.”
  Até aqui, os utilizadores do Kindle registados em Portugal (e na Europa, em geral) tinham de pagar uma "taxa" de entrega de 2,30 dólares americanos sobre milhares de livros para o kindle que na verdade eram gratuitos para os leitores dos Estados Unidos.

  Ora, hoje mesmo pude comprovar que os livros que eu considerava (quase) gratuitos, agora são MESMO GRATUITOS, mesmo que tenha o Kindle registado com uma morada portuguesa.
  From the traditional to the visionary, the conversation about libraries in the digital age has begun in earnest. Roberta Stevens, president of the American Library Association, wants more publishing companies to get involved in the conversation, because at the moment some publishers aren't even willing to sell e-books to libraries. Libraries may be able to survive without those books now, says Stevens, but in the future a lot of books will only be available electronically.
  "When we look at the future then we have to really think very seriously about what is our role — and how can we actually serve the millions and millions of people who use our public libraries everyday if we can't even get access to titles," says Stevens.
  As you may know, Worldreader is an NGO with as its mission the intention to place ereaders in the hands of every child in the world who lives in an underdeveloped country.  This is sort of paraphrasing their intentions, but covers the main aim pretty well.
But, the point of this post is to report that the Kenyan Ministry of Education have agreed to support a similar project in Kenya……  So shortly a lucky bunch of Kenyan kids will find themselves the proud owners of their own Kindles.
  Trademark and copyright holders frequently characterize piracy as a legal failure, arguing that tougher laws and increased enforcement are needed to stem infringing activity. But a new global study on piracy, backed by Canada's International Development Research Centre, comes to a different conclusion. Following several years of independent investigation in six emerging economies, the report concludes that piracy is chiefly a product of a market failure, not a legal one.
New York Times E-Book Best Sellers

 These lists are an expanded version of those appearing in the April 17, 2011 print edition of the Book Review, reflecting sales for the week ending April 2, 2011


E-Book Fiction

1.                      THE LINCOLN LAWYER, by Michael Connelly
2.                      WATER FOR ELEPHANTS, by Sara Gruen
3.                      THE LAND OF PAINTED CAVES, by Jean M. Auel
4.                      LOVER UNLEASHED, by J. R. Ward
5.                      MYSTERY, by Jonathan Kellerman

E-Book Nonfiction

1.                      HEAVEN IS FOR REAL, by Todd Burpo with Lynn Vincent
2.                      UNBROKEN, by Laura Hillenbrand
3.                      THE IMMORTAL LIFE OF HENRIETTA LACKS, by Rebecca Skloot
4.                      RAWHIDE DOWN, by Del Quentin Wilber
5.                      MOONWALKING WITH EINSTEIN, by Joshua Foer
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