Manter viva a memória
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Quando saiu aquela legislação relativa à protecção de dados, chegavam sei
lá quantos e-mails por dia a perguntar se eu queria continuar a receber
informa...
Lista de Compras da Revista LOUD! na FNAC Chiado
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O vídeo que gravei na FNAC Chiado para a rubrica Lista de Compras da
Revista LOUD! já está disponível no perfil de YouTube dessa publicação:
nesta entrevis...
But, Still, I Smile by D.A. Xiaolin Spires (audio)
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This episode features "But, Still, I Smile" written by D.A. Xiaolin Spires.
Published in the March 2019 issue of Clarkesworld Magazine and read by Kate
Bak...
Artificially intelligent security cameras
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*New AI Camera Security Systems*
Geneva Simms and Nathan Lavertue were driving to their country house in
Dutchess County one recent weekend when there ...
2018 Glass Bell Award Shortlist
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Laura Purcell’s horror novel The Silent Companions (Raven) is one of six
titles on the Goldsboro Books Glass Bell Award shortlist.
The award was establis...
Os livros que fazem feministas
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Autoras como Margaret Atwood, Mary Beard, Naomi Klein ou Jeanette Winterson
dizem que livros as fizeram ser feministas. Depoimentos a reter.
Blimunda #62
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A Blimunda de Julho já pode ser lida no Scribd ou descarregada em PDF,
aqui. Como sempre, há muito para ler. Da minha parte, contribuo com uma
entrevista a...
Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’
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– Entrevista com José Maria Vieira Mendes, a propósito da edição simultânea
de Uma Coisa e Uma Coisa Não É Outra Coisa (Cotovia), por Cristina Peres –
Os P...
SciFi Lx 2015
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O SciFi Lx 2015 assumiu-se como sendo o "ano zero", depois de um primeiro
evento organizado no ano passado. Se essa primeira experiência tinha
servido para...
Foram hoje anunciados os nomeados para os Prémios Nébula de 2011. A cerimónia de atribuição dos prémios realizar-se-á dia 21 de Maio em Washington, altura em que também serão revelados os vencedores do Andre Norton Award for Excellence in Science Fiction or Fantasy for Young Adults e do Ray Bradbury Award for Outstanding Dramatic Presentation.
Gonçalo M. Tavares arrebatou o prémio de melhor ficção narrativa na segunda edição do Prémio Autores. Também na área de literatura, António Carlos Cortez venceu na categoria de melhor livro de poesia e Afonso Cruz na de melhor livro de literatura infanto-juvenil. De destacar ainda o prémio vida e obra atribuído a Eduardo Lourenço
Melhor Livro de Ficção Narrativa
“Uma Viagem à Índia”de Gonçalo M. Tavares
“Adoecer”de Hélia Correia
“O Bom Inverno”de João Tordo
Melhor Livro de Poesia
“Depois de Dezembro” de António Carlos Cortez
“Se as Coisas Não Fossem o que São” de Helder Moura Pereira
"Heart of Darkness is experience...but it is experience pushed a little (and only a very little) beyond the actual facts of the case for the perfectly legitimate, I believe, purpose of bringing it home to the minds and bosoms of the readers."
Joseph Conrad
Transmitir a essência de uma época, preservar uma realidade que deixou de existir, é uma tarefa ingrata dada a sua impossibilidade. Não se trata, no entanto, de um exercício inútil, porque apesar de sermos incapazes de ressuscitar o passado, podemos recuperar os seus contornos essenciais, imortalizando-os através das palavras.
Baseado na experiência do autor, O Coração das Trevas transporta-nos até ao coração de África nos finais do séc. XIX, mais precisamente ao Estado Livre do Congo, reino privado de Leopoldo II da Bélgica, tirano que foi responsável pela brutal exploração dos nativos e por milhões de mortes (embora a inexistência de números exactos torne difícil apurar as mortes provocadas, estima-se que a população do Congo tenha sido reduzida a metade durante o jugo de Leopoldo).
“Na imutabilidade que os rodeia, as costas estrangeiras, os rostos estrangeiros, a imensidade mutável da vida, deslizam rápidas, veladas não por um sentido de mistério mas por uma ignorância levemente desdenhosa; pois não há nada de misterioso para um marinheiro a não ser o próprio mar, que é a amante da sua existência e tão inescrutável como o Destino.”
A história é relatada por Marlow aos seus colegas marinheiros, descrevendo a sua viagem a África e as fortes sensações que o invadiram durante o tempo que passou na selva. Contratado por uma companhia de comércio como capitão de um barco a vapor, Marlow fica encarregue de subir o rio Congo à procura de um agente da companhia, de nome Kurtz. Ao longo dos meses que a operação durou, Marlow presencia a insensibilidade com que os nativos são tratados, que para além dos maus-tratos, têm ainda de suportar a fome e as doenças que assolam a região. Por outro lado, os elogiosos comentários tecidos acerca de Kurtz, realçando a sua eficiência e os seus princípios morais, levam Marlow a criar grandes expectativas relativamente ao seu encontro, um interesse que se torna praticamente obsessivo.
A subida do rio revela-se difícil e perigosa, e a tripulação vê-se mergulhada num clima de tensão que, gradualmente, induz Marlow a um estado apreensivo, estado esse que se vê justificado quando encontra um Kurtz bastante diferente do homem inteligente e virtuoso que tinha em mente...
“Para lá da cerca, a floresta erguia-se espectral sob a luz do luar, e acima da surda agitação, acima dos sons desmaiados daquele lamentoso pátio, o silêncio da terra – o seu mistério, a sua grandiosidade, a surpreendente realidade da sua vida oculta – aninhava-se no nosso coração.”
A degeneração do sofisticado e culto Kurtz mostra-nos a fragilidade do homem civilizado, cuja racionalidade é incapaz de conter os instintos primitivos que o ambiente selvagem desperta; uma escuridão que se encontra no âmago de todos nós que nem a luz do progresso e do conhecimento consegue extinguir.
A par da forte componente psicológica, O Coração das Trevas oferece também uma valiosa componente histórica, expondo atrocidades cometidas nos impérios coloniais que, apesar de verem o seu impacto atenuado pelo tempo, não devem nunca ser esquecidas. Uma leitura inquietante em que nos defrontamos com o lado mais negro da humanidade.
“O destino. O meu destino! Coisa estranha, a vida – essa misteriosa congeminação de impiedosa lógica para um propósito fútil. O mais que se pode esperar dela é algum conhecimento de nós próprios – que peca por tardio – um nunca acabar de mágoas. Lutei contra a morte. É a competição menos excitante que se pode imaginar.”
“This is a clear boon to e-publishing,” says my colleague, George Burke, CEO of book rental service BookSwim.com. “It’s a proven model: try before you buy.” He goes on to point out the clear records which show that those who share music are also some of the biggest purchasers of music. “This model is perfect — it broadens peoples’ ability to have access to e-books, which should help broaden the entire market. Similar to a network of libraries, this allows people nationwide the opportunity to have access to more books than most consumers could afford to buy, which will increase the desirability of e-books in general. This will bring in more people interested in e-reading — and we know that the e-reading market is a buying market.”
So, Mike, we don’t like licenses on our e-books—not so much because we can’t resell them, which any sensible person would agree doesn’t work based on the nature of the medium (and, indeed, if e-book prices fall as you say they are, paying less for a non-resellable book sounds like a fair tradeoff). but because they mean that our purchase of them can be reversed at the licensor’s whim. The large print giveth, but the fine print means the publisher can do whatever the heck he pleases. (Not to mention what happens if the publisher goes out of business, leaving us without a way to access that content.)
Borders US has filed for Chapter 11 bankruptcy, blaming a decrease in consumer spending, a lack of liquidity and ongoing discussions with publishers.
The widely expected move will mean Borders will try to restructure its business while continuing to trade online and in store. Among the initiatives that it is proposing, which require court approval, is to close around 30% of its underperforming stores.
The Internet age has its pluses, but it also has its minuses — minuses that we are only beginning to see and of which the demise of local, indie stores and outfits like Borders and Blockbuster that have a local presence are symptoms. The forsaking of choice for price as a value will come back to haunt us.
The key to ensuring objectivity has been in maintaining a firewall between critics and advertisers.
Funding at BlueInk Reviews comes from authors, who pay a fee to have their books reviewed. As with print publications, we manage that inherent tension between author and critic by strictly maintaining that firewall between the two parties.
Ever wondered why newspapers and magazines published on the Amazon Kindle rarely contain photos? I’ve downloaded several copies of The Times and The Telegraph on my Kindle, and you’re lucky if you get more than one photo in the entire newspaper. The only periodical that appears to include photos or diagrams with each article as a matter of course is the magnificent Economist.
The answer lies buried in the terms and conditions for Kindle periodical publishers. Scroll down to the section where it reveals how the revenue for publishers is calculated and you’ll find the devil is most definitely lurking in the detail.
There will be a shift from ownership to accessing (“think Netflix”). With streaming, tagging, the cloud, content will flow in real time, always on and never done.
And then there’s generating. With the internet being “the world’s largest copy machine,” there’s no better time to be a reader, but “everyone is benefitting except the producers.” Publishers are not ready for the downward price pressure, the idea that books may cost only 99 cents. The only value is that which cannot be copied. People will pay for “immediacy,” “personalization,” “authentication,” “findability,” “interpretation.” They will be willing to pay if the creator is giving them some attention, says Kelly. Where attention flows, money will surely follow.
More people aged over 55 own e-readers than the younger generation, according to a new study on digital reading habits.
Data released by research company OnePoll shows 6% of readers in the over-55 category–equivalent to 500,000 people–own a digital device to consume literature in comparison to just 5% of those aged 18–24.
As newspapers started to lose readership the book pages started shrinking and a lot of the books that would appeal to a local audience for that paper (and might be defined as “midlist) were pushed to the side so that they could cover a book with a larger national interest. Bloggers can help bridge that gap by providing that local flare (along with booksellers who I mentioned previously are being used more and more to bring these fantastic local books to light).
US publishers’ book sales across all platforms increased +2.4 percent in December 2010 vs December 2009 and +3.6 percent for the full year vs 2009, it was reported today by the Association of American Publishers (AAP).
Virtually every book publishing category showed growth in one or both comparisons, with the phenomenal popularity of E-books continuing.
New York Times E-Book Best Sellers
February 27, 2011 print edition of the Book Review, reflecting sales for the week ending February 12, 2011.
“... Não, é impossível; é impossível transmitir a sensação de vida de uma dada época da nossa existência – aquilo de que é feita a verdade, o seu significado, a sua essência subtil e penetrante. Impossível. Vivemos como sonhamos, sozinhos...”