29 de março de 2013

Obra Completa de Padre António Vieira


O Círculo de Leitores vai editar, até 2016, a obra completa de Padre António Vieira. Os primeiros três volumes (num total de trinta) são lançados já no início de Abril, com sessões de apresentação na Aula Magna, em Lisboa (dia 4, pelas 18:00), e na Casa da Música, no Porto (dia 5, pelas 18:30).
Tudo está nas palavras. Principalmente o silêncio. O que somos e o que gostaríamos de ter sido. O que fizemos e o que sonhámos. Vive-se de palavras e morre-se com elas, ou com a sua ausência. Somos feitos de palavras. As que foram ditas e as que ficaram por dizer. São as palavras que nos prendem. São as palavras que nos libertam. A vida resume-se à procura da palavra que nem sempre encontramos.
Em português, as palavras são Vieira. Ninguém, antes dele, ninguém, depois dele, fez tanto com as palavras, fez tanto pelas palavras. Sem Vieira, não teríamos a língua que temos. Sem Vieira, que seria da língua portuguesa no Brasil? Nesse difícil século xvii da nossa história, Vieira abriu e espalhou a língua portuguesa, fez dela cultura, marcou o seu lugar no mundo.
O P.e António Vieira é uma das figuras grandes da cultura portuguesa. “É de facto o maior prosador – direi mais, é o maior artista – da língua portuguesa”, escreve Fernando Pessoa. Português e brasileiro, escreve enquanto fala, pensa quando se dirige aos outros, num exercício de crítica social e política que ainda hoje nos inspira.
Ao promover a edição da Obra completa do P.e António Vieira, a Universidade de Lisboa cumpre a sua responsabilidade. O que define uma universidade é a cultura, cultura como património e como criação. Num período de grandes dificuldades, mais do que nunca, temos de saber escolher as nossas prioridades. A edição rigorosa, e crítica, das fontes principais da cultura portuguesa é uma das missões mais nobres que a sociedade nos atribuiu. Só assim se consegue compreender a história e, através da sua integração na formação das novas gerações, projetá-la no futuro.
A preparação e edição de obras completas é uma das grandes lacunas que existem em Portugal. São muitos os projetos que ficam a meio, inacabados, sem continuidade. Particularmente grave é a ausência da Obra completa do P.e António Vieira, ainda que muitos dos seus textos estejam disponíveis, em edições de maior ou menor importância, tanto em Portugal como no Brasil.
O atual projeto editorial, de enorme envergadura, nasceu no âmbito do Centenário da Universidade de Lisboa, em 2011. Graças à tenacidade de José Eduardo Franco e de Pedro Calafate, foi possível constituir uma equipa com mais de três dezenas de especialistas, maioritariamente de universidades portuguesas e brasileiras, mas também de outros países, com o compromisso de publicar, até 2014, os trinta volumes da Obra completa. Raramente, na história da cultura em Portugal, se terá reunido um grupo tão alargado de pessoas em torno da edição da obra de um autor.
É um empreendimento editorial invulgar no nosso país, que só foi possível levar a cabo graças à participação do Círculo de Leitores e ao apoio de muitas entidades públicas e privadas. Para além da compilação e sistematização dos textos dispersos de Vieira, a Obra completa inclui ainda documentos inéditos (tais como cartas, teatro e poesia), bem como a edição global de escritos em língua latina, agora integralmente traduzidos. Paralelamente será elaborado um Dicionário multimédia e organizada uma “obra seleta” a publicar em oito línguas.
Ao conjunto deste projeto chamaram os coordenadores "Vieira global", conseguindo assim realizar o que muitos estudiosos da cultura portuguesa e brasileira procuraram fazer, sem sucesso, pelo menos desde o século xix.
A Universidade de Lisboa orgulha-se desta iniciativa e agradece a todos os que transformaram em obra concreta uma ideia que parecia irrealizável: “Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras”, como bem disse o P.e António Vieira.
Para uma universidade não há maior distinção do que a capacidade de pensar e de agir para além da efemeridade dos dias que correm, e que passam. A nossa ação mede-se no tempo longo da história. É nesse tempo que encontramos a obra de Vieira e que abrimos um pouco da história do futuro.
António Sampaio da Nóvoa
Reitor da Universidade de Lisboa

Lisboa, 12 de novembro de 2012

24 de março de 2013

Leituras Digitais (10 a 23 de Março)



Rubrica semanal de notícias e artigos relacionados com a edição de livros digitais.

A UNESCO aprovou o Manifesto da IFLA para as Bibliotecas Digitais, na sua 36ª Conferência Geral (em novembro 2011). O Manifesto apresenta princípios para ajudar as bibliotecas na realização de atividades de digitalização sustentáveis ​​e inter-operáveis ​​para colmatar o fosso digital - um fator fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do programa Milénio das Nações Unidas.
Last week Apple followed Amazon with a patent application to create a service which many fear would wreck the digital booktrade – a used ebook market.Some will suggest that it will never happen and that the lack of a first sale doctrine on digital files, be they, software, music or ebooks is covered by law. Others will suggest that the law may bow to consumer pressure and the arguments against resale of digital files are not in the interests of the consumer. Whatever the point of view, the consumer awareness is now being raised and the issue is being tested in the courts. We first wrote about Redigi last year and still await the US court ruling, but we already have seen a the software case brought by Oracle fail in the German court. Redigi has also stated its intent to come to Europe and to not just sell music but also ebooks.
The prognosis for print in the twenty first century is not unlike that of painting in mid-nineteenth century. The invention of photography in the 1840s challenged the main purpose of painting – to convey a visually accurate and informative view of the world. Yet a number of painters, Cezanne et al, realised they were no longer required to represent the world accurately. Instead they were free to paint how they felt. Painting thus became about a human motional relationship with the world. Painting became a significant cultural force and painters became celebrities.Now that digital media is doing what print used to, print is free to do something else. Print is free from the yolk of information. For those in the print media, wrestling with the question of how to understand its future purpose, this throws up a difficult question: how can a medium relinquish its fundamental utility and still be viable?
Online fiction is a remote world, peopled by elves, dragons and whey-faced vampires. At least that is the view shared by millions of devoted readers of the printed novel. But now serious British literary talent is aiming to colonise territory occupied until now by fantasy authors and amateur fan-fiction writers.
The Authors Guild and the Association of American Publishers oppose the Internet retail giant's plan to control so-called generic top-level domains (gTLD) that end in suffixes .book, .author, and .read, arguing that such influence would be anti-competitive."Placing such generic domains in private hands is plainly anticompetitive, allowing already dominant, well-capitalized companies to expand and entrench their market power," Authors Guild President Scott Turow wrote to the Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, or ICANN, the nonprofit that oversees the world's Internet domain names. "The potential for abuse seems limitless."
Without a doubt, digital is leveling the playing field—a point The Paris Review’s Lorin Stein mentioned. “I think this moment belongs to little magazines,” Stein said. “While subscriptions to the glossies keep going down across the board, ours keep going up. Their ad sales are plummeting; over the last year, ours more than doubled.” Stein reported that nearly all of The Paris Review’s subscriptions—both to the print and digital editions—are sold online, its app has been downloaded 10,000 times, and its online interview archive has drawn over 550,000 visits. “The important thing is for every magazine to do what it alone does best,” said Stein. “Our stories don’t need soundtracks. Our interviews don’t need video ‘enhancements.’ We’re not in the movie business. The trick with new technologies and platforms is figuring out how they can help you—rather than tailoring your mission to match what they can do.”
Quanto aos livros físicos, eles permanecerão como fiéis e impassíveis soldados britânicos. Quem souber utilizar todo o seu potencial para comunicar uma mensagem, terá nas mãos um instrumento eficaz, com cheiro, cores, formas e texturas. Mesmo assim, o livro físico é incapaz de migrar para a terceira ordem, a não ser como uma fiel representação digital. A lógica do códice, introduzida há um milênio para substituir o uso de papiros e peles, permanecerá sendo a sua alma. No livro, os artistas têm um excelente suporte para trabalhar livremente toda a sua subjetividade.
Just over a quarter of Americans currently buy ebooks and nearly half plan to do so in a year’s time, according to a new survey from free ebook service Bookboon.According to the survey, conducted in person and over the internet among nearly 6,000 U.S. adults, 27.1% currently buy ebooks and 22.7% expect to within a year, meaning that by 2014 about half of Americans will be buying ebooks.
Europeana Newspapers is planning to digitize more than 18 million newspaper pages.The project recently completed its first year of work and a meeting was held at the National Library of France (BNF).
Assim como mais de 22 mil bibliotecas em diversas partes do mundo, tanto públicas quanto de escolas e universidades, a de Nova York usa um sistema chamado OverDrive, que armazena e-books em uma nuvem e oferece empréstimos por tempo limitado, variável conforme o título. Muitos deles têm filas de espera. Por isso, nenhum pode ser renovado, mas pode ser “retirado” novamente se não houver reserva.
O modelo atrai o interesse até de quem vive longe dos Estados Unidos ou do Reino Unido, dois países com grande quantidade de acervos digitais, e surge a pergunta: por que liberar o acesso apenas aos moradores de uma determinada cidade ou bairro? Por que não permitir, por exemplo, que um brasileiro possa emprestar um e-book no Texas? As instituições dizem que o impedimento é econômico, já que são os impostos locais que ajudam a sustentar as iniciativas.
Form is essential to the art, Miller says. Line breaks, stanza breaks and pacing — that’s the poetry; otherwise it’s just words. And form, he says, is precisely what gets lost when poems get converted to e-readers, which is why Miller doesn’t publish on e-readers. He says they don’t honor his work.That’s a widespread feeling among his fellow poets and a debate that can pit poetry purists against futurists. “The technology has to get it right,” says Miller. Or poets won’t use it.
New York Times E-Book Best Sellers

A version of this list appears in the March 31, 2013 issue of The New York Times Book Review. Rankings reflect sales for the week ending March 16, 2013.

E-Book Fiction

1.     WAIT FOR YOU, by J. Lynn
2.     ALEX CROSS, RUN, by James Patterson
3.     THREE SISTERS, by Susan Mallery
4.     MIRROR IMAGE, by Sandra Brown
5.     THE STORYTELLER, by Jodi Picoult

E-Book Nonfiction

1.     LEAN IN, by Sheryl Sandberg with Nell Scovell
2.     UNTIL I SAY GOOD-BYE, by Susan Spencer-Wendel with Bret Witter
3.     PROOF OF HEAVEN, by Eben Alexander
4.     DRINKING AND TWEETING, by Brandi Glanville with Leslie Bruce
5.     AMERICAN SNIPER, by Chris Kyle with Scott McEwen and Jim DeFelice
           
Wall Street Journal E-Book Best Sellers (Week Ended March 3)

Nonfiction E-Books
TITLE
AUTHOR / PUBLISHER
THIS WEEK
LAST
WEEK
Lean In
1
New
Sheryl Sandberg/Knopf Doubleday Publishing Group
The Blood Sugar Solution
2
Mark Hyman/Little, Brown
We Were Soldiers Once...and Young
3
Harold G. Moore, Joseph L. Galloway/Open Road
Until I Say Good-Bye
4
New
Susan Spencer-Wendel with Bret Witter/HarperCollins
Proof of Heaven
5
6
Eben Alexander/Simon & Schuster
Drinking and Tweeting
6
7
Brandi Glanville with Leslie Bruce/Gallery Books
The Blood Sugar Solution Cookbook
7
Mark Hyman/Little, Brown
American Sniper
8
5
Chris Kyle with Scott McEwan, Jim DeFelice/HarperCollins
Killing Kennedy
9
Bill O'Reilly, Martin Dugard/Henry Holt & Co.
The Four Agreements
10
4
Don Miguel Ruiz/Amber-Allen Publishing

Fiction E-Books
TITLE
AUTHOR / PUBLISHER
THIS WEEK
LAST
WEEK
Wait for You
1
2
J. Lynn/J. Lynn
The Lion, the Witch and the Wardrobe
2
C.S. Lewis/HarperCollins
Alex Cross, Run
3
4
James Patterson/Little, Brown
Three Sisters
4
Susan Mallery/Harlequin
Mirror Image
5
3
Sandra Brown/Grand Central Publishing
The Magician's Nephew
6
C.S. Lewis/HarperCollins
The Storyteller
7
8
Jodi Picoult/Atria/Emily Bestler Books
Prince Caspian
8
C.S. Lewis/HarperCollins
The Horse and His Boy
9
C.S. Lewis/HarperCollins
The Silver Chair
10
C.S. Lewis/HarperCollins

19 de março de 2013

Blimunda n.º 10


Blimunda 10, de março de 2013, destaca no seu dossier de capa a edição deste ano das Correntes d'Escritas, com uma reportagem, entrevistas e um texto de Maria do Rosário Pedreira, muito bem acompanhados por fotografias de Urbano Tavares Rodrigues e pelas ilustrações de João Fazenda. A secção dedicada ao infantil e juvenil centra-se no centenário do nascimento de Ilse Losa, com depoimentos de Álvaro Magalhães, José António Gomes, Manuela Bacelar e Ana Cristina Vasconcelos, para além da reprodução fac-símile de um texto da autora, publicado em 1948 na revista Vértice. Por fim, um texto de Mário de Carvalho sobre Aquilino Ribeiro, quando se assinalam 50 anos sobre a sua morte, e as palavras de José Saramago sobre Ensaio sobre a Lucidez, ditas em Bogotá, em 2004.Um número feliz da Blimunda.
Disponível para download no site da Fundação José Saramago, ou no Scribd.

15 de março de 2013

Exposição «Clarice Lispector – A hora da Estrela»



Data: 5 de Abril a 23 de Junho de 2013.
No ano em que passam 35 anos sobre a morte de Clarice Lispector, a Fundação Gulbenkian apresenta a exposição A hora da Estrela, integrada nas comemorações do Ano do Brasil em Portugal. Divulgar a obra de uma das mais destacadas vozes da literatura brasileira é um dos objetivos desta exposição que ocupará a Sala de Exposições Temporárias do Museu Calouste Gulbenkian, entre 5 de abril e 23 de junho.

Com a curadoria de Julia Peregrino e Ferreira Gullar, a mostra já foi apresentada no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, mas também no Rio de Janeiro, em Brasília e em Bogotá. Mais de 700 mil pessoas viram esta exposição que mostra textos, fac-símiles, fotografias, documentos pessoais, mas também recria ambientes e cenários que inspiravam a escritora.

Nascida na Ucrânia, em 1920, Clarice Lispector chegou ao Brasil com menos de dois anos. Antes de se mudar para o Rio de Janeiro, em 1937, viveu em Alagoas e em Pernambuco. Passou muitos anos fora, acompanhando o marido diplomata, mas nunca se desligou do Brasil onde morreu em 1977. Perto do coração selvagem foi o primeiro dos seus 26 livros, hoje publicados em mais de 20 línguas.

11 de março de 2013

Apresentação do Projecto Adamastor


O Projecto Adamastor acaba de lançar o seu website. A iniciativa tem como objectivo disponibilizar clássicos da literatura portuguesa, actualmente em domínio público, de forma gratuita e em formato EPUB, de modo a facilitar a sua leitura em dispositivos electrónicos.
De momento podem ser descarregadas as seguintes obras: Eurico o Presbítero, de Alexandre Herculano; Livro de Soror Saudade, de Florbela Espanca; e O Banqueiro Anarquista, de Fernando Pessoa.
O mercado do livro digital, que nos últimos anos tem vindo a crescer significativamente no estrangeiro, começa agora a desenvolver-se no nosso país, beneficiando da descida de preço dos eReaders e da proliferação dos smartphones e tablets. No entanto, estratégias editoriais à parte, tal desenvolvimento está limitado pela insuficiente oferta de títulos em português, num formato apropriado para leitura nesses dispositivos electrónicos.



Neste sentido, o Projecto Adamastor tem como principal objectivo atenuar essa escassez através da criação de uma biblioteca digital de obras literárias em domínio público, obras essas que serão disponibilizadas de forma gratuita e em formato EPUB, sem qualquer tipo de restrição.




Tal não significa que o projecto se resuma à mera conversão de textos disponíveis online, bem pelo contrário: os colaboradores do Projecto Adamastor procuram acrescentar valor através de uma revisão cuidada de cada obra, de modo a minimizar o número de erros e a atingir uma versão fiel ao original, actualizada de acordo com a ortografia vigente. Tudo isto acompanhado por um design atractivo.

Uma iniciativa desta natureza depende de trabalho voluntário, pelo que se estiverem interessados em colaborar podem entrar em contacto connosco através do email geral@projectoadamastor.org, ou do formulário de contacto.

10 de março de 2013

Leituras Digitais (3 a 9 de Março)




Rubrica semanal de notícias e artigos relacionados com a edição de livros digitais.

Há uns tempos assisti a uma apresentação acerca da Music Box, por Celestino Alves. Para quem não conhece, trata-se de um serviço em que um cliente paga uma mensalidade e permite-lhe ouvir toda a música que quiser em streaming em diversos aparelhos e fazer um número limitado de dowloads legais por mês.
Durante essa apresentação, o CEO da NMusic defendeu que o que os utilizadores mais davam valor no download ilegal de músicas não era a gratuitidade, mas sim a simplicidade. O que ele fez foi criar um serviço de aquisição que fosse ainda mais simples e com maior valor acrescentado que os sitei de «torrentes» e download ilegais.
Inevitavelmente, pensei no mercado de ebooks, que muitos temem que descambe no dowload ilegal e sem recompensa para os editores e escritores.
With the addition of the Kids Corner children’s digital reading platform to its Reader Store, Sony will begin to support the EPUB3 spec, a step none of the major U.S. ebook retailers has yet taken.
The move should allow publishers to offer a level of interactive and engaging content through the Sony Reader Store that other retailers will not be able to match — which uses a proprietary ebook format for its iBooks Author platform that is very similar to EPUB3. It should also please publishers, which have to deal with the expense and complexity of building and managing multiple file formats for their retailer clients; the hope among many in the industry is that all ebook retailers adopt EPUB3 as a standard.
W3C today published the report of the workshop eBooks: Great Expectations for Web Standards, hosted by O’Reilly TOC on 11-12 February, 2013, in New York, USA, and sponsored by Pearson.W3C seeks to support the wide adoption of Web technologies in digital publishing contexts. Consequently, there is a need for the Web and Publishing communities to reinforce cooperation around well defined technical issues. This Workshop was a first step, bringing together a wide range of stakeholders to share their own perspectives, requirements, and ideas to ensure that emerging global technology standards meet the needs of the Digital Publishing industry. The Workshop has identified a number of technical issues where the W3C could and should work together in the coming years.
For ebook retail platforms like Kindle, Nook, Storia, iBooks, Bookish, Zola and more, the name of the game is offering readers original content that they can’t find elsewhere.
ComiXology, the digital comics platform founded in 2007, seems to have absorbed that lesson and has launched a self-publishing portal for comic book writers and artists, Comixology Submit. Like Kindle Direct Publishing Select and other such programs, the new portal allows users to upload and publish content that will only be available through ComiXology.
Nunca como hoje se tornou tão premente repensar o livro, desde a forma como se edita, à forma como se distribui, ao formato, à plataforma, ao meio de chegar ao leitor. O advento da internet foi o rastilho, mas a invenção e o desenvolvimento de novas plataformas de leitura na primeira década do século XXI, como os leitores eletrónicos e os tablets, tornou mais do que inevitável essa questão.
Nearly a quarter of Americans spend $50 or more a month on digital content for their tablet computers and nearly 10% spend $100 or more, according to a new report.
There are now about 200 million tablets worldwide, according to the report from ABI Research, a global research firm, and a billion more on the way in the next five years. Unsurprisingly, the new research finds that tablet spending is much higher than smartphone spending.
According to the PRC over a quarter of Americans adults owned an ereader in January 2013. It seems that reports of the death of the ereader were greatly exaggerated.
This data comes not from the survey on American libraries or the report on US reading habits. Instead a helpful soul with the Pew Research Center pointed me at the reports and survey data that Pew has been gathering in their study of America’s mobile shopping habits.
A new UK start-up that aims to target the untapped market for reading on on smartphones, was announced at the UK’s Independent Publishers Guild conference on March 7. Developed by Scottish mobile technology specialists Evanidus, the service, called Boosh, is built around customers reading titles, then passing them to their Facebook friends who will be given the option to buy.
Apple filed for a patent yesterday for a system for ebook readers to buy and sell used ebooks, according to the New York Times.
Apple joins Amazon in its quest to establish a marketplace for used ebooks. Amazon received approval for its patent for a used ebook marketplace in February.
É a velha história da tão anunciada morte do papel. Primeiro falou-se dos jornais em relação à internet, agora discute-se a vida dos livros em formato Gutenberg contra o modernaço digital. As respostas não são fáceis e parecem apontar num caminho conjunto. Vanda Marques falou com algumas editoras portuguesas que comercializam ebooks num mercado ainda em crescimento. Luís Favas ilustra a viagem.
New York Times E-Book Best Sellers

A version of this list appears in the March 17, 2013 issue of The New York Times Book Review. Rankings reflect sales for the week ending March 2, 2013.

E-Book Fiction

1.     CALCULATED IN DEATH, by J. D. Robb
2.     THE STORYTELLER, by Jodi Picoult
3.     ALEX CROSS, RUN, by James Patterson
4.     SAFE HAVEN, by Nicholas Sparks
5.     THE SILVER LININGS PLAYBOOK, by Matthew Quick

E-Book Nonfiction

1.     DRINKING AND TWEETING, by Brandi Glanville with Leslie Bruce
2.     AMERICAN SNIPER, by Chris Kyle with Scott McEwen and Jim DeFelice
3.     NO EASY DAY, by Mark Owen with Kevin Maurer
4.     PROOF OF HEAVEN, by Eben Alexander
5.     SALT SUGAR FAT, by Michael Moss
           
Wall Street Journal E-Book Best Sellers (Week Ended March 3)

Nonfiction E-Books
TITLE
AUTHOR / PUBLISHER
THIS WEEK
LAST
WEEK
Mere Christianity
1
C.S. Lewis/HarperCollins
EntreLeadership
2
Dave Ramsey/Howard Books
Drinking and Tweeting
3
1
Brandi Glanville with Leslie Bruce/Gallery Books
American Sniper
4
2
Chris Kyle with Scott McEwan, Jim DeFelice/HarperCollins
No Easy Day
5
Mark Owen with Kevin Maurer/Penguin Group
Proof of Heaven
6
4
Eben Alexander/Simon & Schuster
Salt Sugar Fat
7
New
Michael Moss/Random House
The Four Agreements
8
Don Miguel Ruiz/Amber-Allen Publishing
The 7 Habits of Highly Effective People
9
5
Stephen R. Covey/Free Press
The FastDiet
10
New
Michael Mosley, Mimi Spencer/Atria Books

Fiction E-Books
TITLE
AUTHOR / PUBLISHER
THIS WEEK
LAST
WEEK
Calculated in Death
1
New
J.D. Robb/Penguin Group
Never Too Far
2
New
Abbi Glines/Abbi Glines
The Storyteller
3
New
Jodi Picoult/Atria/Emily Bestler Books
Alex Cross, Run
4
1
James Patterson/Little, Brown
Safe Haven
5
2
Nicholas Sparks/Grand Central Publishing
The Silver Linings Playbook
6
Matthew Quick/Farrar, Straus & Giroux
Wait for Me
7
4
Elisabeth Naughton/Elisabeth Naughton
Gone Girl
8
5
Gillian Flynn/Crown Publishing Group
Mirror Image
9
New
Sandra Brown/Grand Central Publishing
A Week in Winter
10
Maeve Binchy/Knopf Doubleday Publishing Group
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