29 de fevereiro de 2012

Claraboia publicado em espanhol e catalão


A partir de amanhã, 1 de Maio, estarão disponíveis versões em espanhol e catalão de Clarabóia. A Alfaguara, responsável pela edição da obra de Saramago em Espanha, disponibilizou um breve documentário sobre este romance.


Conversas em torno dos livros: Eucleia Editora


Apesar do destaque dado aos autores nórdicos, a Eucleia apresenta um catálogo variado. Quais os critérios que orientam a vossa escolha?

São, essencialmente, critérios de qualidade. Não fazemos restrições geográficas, temporais ou estilísticas – tentamos, sobretudo, que todos os nossos autores sejam inegavelmente bons, que se lhes posso atribuir talento e mestria literária. Acontece, no geral e muito por causa dos nossos próprios gostos, que todos eles acabam por partilhar caraterísticas em comum, como o humor negro, o sarcasmo, o pendor melancólico, a agudeza na crítica social, entre outras coisas que não permitem ao leitor a indiferença.

Iniciaram a vossa actividade num período conturbado, tanto pelo panorama económico, como pelas mudanças drásticas de que o sector editorial tem sido alvo. A recente proliferação dos eBooks é, na vossa opinião, uma ameaça, uma oportunidade, ou um misto de ambas?

Neste momento, em Portugal, não são, nem por sombras qualquer tipo de “ameaça” ao livro impresso. De qualquer modo, acreditamos que são apenas dois meios que servem para fazer circular um conteúdo que, independentemente do veículo, não deixa de ser o que é – uma arte. São, ou podem ser, perfeitamente complementares. A nosso ver, nada iguala o livro impresso enquanto objeto físico, portanto, se ele acabar, não será certamente por única e exclusiva culpa dos ebooks. Aliás, se isso vier a acontecer, estaremos talvez perto da rutura total, ou até do fim do mundo.

Têm ao vosso encargo a escolha, tradução, revisão e distribuição dos títulos que editam. Qual a principal recompensa que obtém do vosso esforço, o motivo que vos leva a enfrentar um trabalho tão exigente a nível de trabalho, e tão pouco gratificante em termos financeiros?

Temos um grave problema: tendências obssessivo-compulsivas :)

As dificuldades que enfrentam devem-se, em parte, aos hábitos de leitura dos portugueses. Que medidas apontariam para a melhoria desses hábitos, contribuindo assim para a viabilidade das editoras que não estão dispostas a sacrificar a qualidade em prol de aspectos comerciais?

É uma questão de fundo. Seria bom não se tratar as criancinhas como se fossem atrasadas mentais. Dever-se-ia promover, efetivamente, a leitura nas escolas e lutar contra a perseguição e a chacota às pessoas que lêem. Neste país, infelizmente, tem-se em muito má conta o trabalho intelectual e cultural – julga-se que se escreve e que se edita porque apetece e não porque também por aí se possa, e se deva, ganhar dinheiro. Não se valoriza a excelência. Aplaude-se a mediocridade. A principal medida que sugerimos é o abate total dos cartéis da edição em Portugal (mafiosos que impingem tremendas porcarias às pessoas, quando elas próprias, muitas vezes, não as conseguem ler de tão más que são!). O resto passa por uma mudança de mentalidade tão profunda e gigantesca, a que nós já não assistiremos, visto que estamos com um atraso superior a cem anos, em relação à restante Europa.

Finalmente, que novidades podemos esperar da Eucleia num futuro próximo?

Se ainda estivermos vivos, teremos uma Eucleia a um ritmo muitíssimo mais brando, mas sempre muito rigorosa. Só deveremos publicar três livros este ano, dois deles extremamente volumosos. Vamos sobrevivendo.


O catálogo da editora pode ser consultado no seu website oficial, incluindo excertos das obras publicadas e recensões das mesmas. Podem também acompanhar a Eucleia através da sua página no Facebook. Os meus agradecimentos ao João e à Natália Reis pela sua simpatia e disponibilidade.

28 de fevereiro de 2012

Ciclo Grandes Escritores


Data: Ver abaixo.
Entrada: Livre.
Iniciativa da Casa da América Latina em colaboração com o Instituto de Estudos Ibéricos e Ibero-Americanos (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa) e do Centro de Estudos Comparatistas (Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa). O ciclo (...) aborda os três primeiros vencedores hispano-americanos do Prémio Cervantes e os três primeiros vencedores brasileiros do Prémio Camões, terminando com um programa de homenagem a Jorge Amado, cujo centenário do nascimento é celebrado em 2012.
As sessões têm lugar às quintas-feiras, às 18h30, na Livraria Bulhosa de Entrecampos (Campo Grande, 10-B, Lisboa).

Programa

1 de Março, Jorge Luis Borges (Prémio Cervantes 1979): apresentação por Ângela Fernandes (FL, UL) e leitura de textos do autor por Jorge Cabral.

15 de Março, Rachel de Queirós (Prémio Camões 1993): apresentação por António José Pimenta (FCSH, UNL) e leitura de textos da autora por José Pedro Sousa.

29 de Março, Juan Carlos Onetti (Prémio Cervantes 1980): apresentação por Margarida Borges (CES, UC e FL, UL) e leitura de textos do autor por José Pedro Sousa.

12 de Abril, Jorge Amado (Prémio Camões 1994): apresentação por Sara Rodrigues de Sousa (FCSH, UNL).

Ler no Chiado: Portugal visto à lupa


Ler no Chiado: Portugal visto à lupa
Moderação: Anabela Mota Ribeiro.
Convidados: Barry Hatton, Henrique Raposo e Joaquim Vieira.
Data: 1 de Março de 2012.
Local: BertrandChiado.
Entrada: Livre.

Vencedores do Prémio Autores 2012


Realizou-se hoje a gala do Prémio Autores 2012, no Centro Cultural de Belém, numa parceria da SPA com a RTP. Segue-se a lista dos nomeados nas três categorias de literatura, com os respectivos vencedores destacados a bold:

Melhor Livro de Ficção Narrativa
————–
Tiago Veiga. Uma Biografia de Mário Cláudio (Dom Quixote)

A Cidade de Ulisses de Teolinda Gersão (Sextante Editora)

O Filho de Mil Homens de Valter Hugo Mãe (Alfaguara)

————–
Melhor Livro de Poesia
————–
Lendas da Índia de Luís Filipe Castro Mendes (Dom Quixote)

A Mão na Água que Corre de José Manuel de Vasconcelos (Assírio & Alvim)

Adornos de Ana Marques Gastão (Dom Quixote)

————–
Melhor Livro Infanto-Juvenil
————–
A casa sincronizada de Inês Pupo e Gonçalo Pratas, Ilustração de Pedro Brito (Editorial Caminho)

Quando Eu For Grande de Maria Inês Almeida, Ilustração de Sebastião Peixoto (Editorial Planeta)

Mariana e Manuel Numa Curva do Caminho de Margarida da Fonseca Santos e Maria João Lopo de Carvalho (Oficina do Livro)

27 de fevereiro de 2012

Euro Steam Con no Porto


O EuroSteam, a realizar este ano nos dias 29 e 30 de Setembro, chegará também a Portugal. De momento sabe-se apenas que o evento será organizado no Porto.
Mas afinal o que é a Euro Steam Con?
O conceito da Euro Steam Con foi o que me levou a organizar qualquer coisa na cidade do Porto. Existem núcleos de amantes da estética Steampunk espalhados um pouco por toda a Europa, que ao contrário dos EUA não é tão fácil organizar um evento centralizado (basta ver o número de conventions que existem nos EUA e a sua dimensão), por isso e para que todos possam celebrar a estética steampunk decidiu-se por um evento global!

A Euro Steam Con será no último fim-de-semana de Setembro, dias 29 e 30.

Nesses dias, um pouco por toda a Europa teremos concertos, encontro discretos em cafés, conversas mais ou menos informais, com ou sem chá conforme as preferências. O centro da actividade será a segunda Steampunk and Gaslight Convention no Luxemburgo. Se tudo correr conforme o planeado teremos a Alemanha, França, Espanha, Portugal, Croácia, Suécia, Rússia, Itália, Noruega, Áustria e Holanda sintonizadas com o Luxemburgo.

Todos os eventos irão ser transmitido por stream na internet para que os vários núcleos participantes possam ver o que se fez um pouco por toda a Europa.

Como posso participar na Euro Steam Con - Porto?

Basta estar atento às várias plataformas de divulgação, pois conforme o evento no Porto tomar forma irei pedir ajuda ou fazer este ou aquele apelo para panfletos, posters, ou até mesmo para integrar alguma mesa redonda...
Para acompanhar no blog Cantos Quebrados. Para mais informações podem também consultar o website oficial do evento, assim como a sua página no Facebook.

26 de fevereiro de 2012

Leituras Digitais (19 a 25 de Fevereiro)



Rubrica semanal de notícias e artigos relacionados com a edição de livros digitais.

Interviewed after winning England’s Costa Prize for Literature in late January, the distinguished novelist Andrew Miller remarked that while he assumed that soon most popular fiction would be read on screen, he believed and hoped that literary fiction would continue to be read on paper. In his Man Booker Prize acceptance speech last October, Julian Barnes made his own plea for the survival of printed books. Jonathan Franzen has also declared himself of the same faith. At the university where I work, certain professors, old and young, will react with disapproval at the notion that one is reading poetry on a Kindle. It is sacrilege.
Are they right?
Sanford Forte, founder of the California Open Source Textbook Project, expects that in 10 years, open source textbooks will rise from an insignificant share of the market to up to 25 percent. But he does not foresee major publishers imploding during that time, though he said that they will likely have to adapt.
“They are being forced to change,” Mr. Forte said. “But I don’t see the open source movement completely replacing the commercial publishers.”
With the decline of in store placement due to the closure of Borders (which made up nearly a quarter of sales for some books), reduction of titles carried by Wal-mart, and retail space at Barnes & Noble replaced by nook promotions, in store book discovery is declining for many titles. There is simply less space that can be physically devoted to new books.
Further, with digital book sales increasing from 20-30% this year to likely over half by the end of the year, more customers will be discovering books in new ways. And that is the challenge for authors, publishers, and readers.
How to find a new, good book in the age of digital books.
“Ebooks are just the latest to be targeted. If you look back to the 1950s, for instance, the advent of the mass market paperback original caused panic and outrage in the rest of the publishing world. They believed it wasn’t possible to make any money from cheap paperback originals as the profit margins were too slim. And yet, somehow, here we all are.”
Also in the olden days, editors were trained to recognize possible plagiarism. Perhaps more importantly, editors were widely read themselves and thus suspicious based on their own broad reading. A book editor, in the olden days, was not an entry-level position. One rose to it; it was a position of prestige. It attracted people like former first lady Jacqueline Kennedy Onassis and master writer Bennett Cerf. Today, the editor is closer to, if not, an entry-level position. The glamour of being an editor at a prestigious traditional publisher is gone — gone with the consolidation of the industry into a few international conglomerates whose first interest is the quarterly bottom line.
Consequently, traditional publishers are no longer fulfilling their role as gatekeepers. In the absence of fulfilling that role, what purpose do they serve? Many ebookers today would say traditional publishers serve no role at all and should follow their dinosaur ancestors into oblivion. Perhaps they are right. Perhaps the time has come for the breakup of the conglomerate publisher and the return of the smaller, independent publishers, the ones who made publishing a great profession and brought great literature to the reading public.
There is an opportunity for discovery in a bookcase. This is true of the contents of any library or bookshop, and it goes without saying that you can tell a great deal about an adult from the volumes on his or her shelves. But more formatively than that, because I grew up in a house full of books, I do feel that many of those I chose to pull down ended up making me who I am. And naturally I have worried: what, in turn, will my children say they found for themselves? For now, they’re lucky enough to have plenty of physical books to choose from. But beyond that, they may learn more about science and technology than I ever did, and they have already heard the voice of T S Eliot.
So instead of wondering if books are dead, perhaps we should be asking: were they ever more alive?
It is, of course, the same tactic Amazon used against Macmillan two years ago when that company didn’t do what it was told and negotiated terms with a rival e-retailer named Apple. It is also, interestingly enough, the same tactic taken against Melville House when we went public in 2004 about what we thought — and our attorney confirmed — were illegally high discounts. We refused to pay, and our buy buttons disappeared overnight.
At the time, we were distributed by IPG, who left us to fight that fight on our own. (Shocker: Melville House lost.) We were disappointed that they didn’t stand up better for their clients then, but we are glad to see them doing it now. (Melville House is no longer distributed by IPG.)
New York Times E-Book Best Sellers

A version of this list appears in the March 4, 2012 issue of The New York Times Book Review. Rankings reflect sales for the week ending February 18, 2012.

E-Book Fiction

1.                      PRIVATE GAMES, by James Patterson and Mark Sullivan
2.                      KILL SHOT, by Vince Flynn
3.                      I'VE GOT YOUR NUMBER, by Sophie Kinsella
4.                      DEFENDING JACOB, by William Landay
5.                      THE SWEETEST THING, by Barbara Freethy

E-Book Nonfiction

1.                      THE VOW, by Kim and Krickitt Carpenter with Dana Wilkerson
2.                      UNORTHODOX, by Deborah Feldman
3.                      HEAVEN IS FOR REAL, by Todd Burpo with Lynn Vincent
4.                      STEVE JOBS, by Walter Isaacson
5.                      ONCE UPON A SECRET, by Mimi Alford

Wall Street Journal E-Book Best Sellers (Week Ended Feb. 19)

Nonfiction E-Books
TITLE
AUTHOR / PUBLISHER
THIS WEEK
LAST
WEEK
The Vow
1
9
Kim Carpenter, Krickitt Carpenter with Dana Wilkerson/B&H Publishing Group
Unorthodox
2
New
Deborah Feldman/Simon & Schuster
Heaven Is For Real
3
2
Todd Burpo with Lynn Vincent/Thomas Nelson Publishers
Steve Jobs
4
4
Walter Isaacson/Simon & Schuster
Once Upon a Secret
5
1
Mimi Alford/Random House
American Sniper
6
6
Chris Kyle with Scott McEwen, Jim DeFelice/William Morrow & Co.
Unbroken
7
8
Laura Hillenbrand/Random House
Killing Lincoln
8
Bill O'Reilly, Martin Dugard/Henry Holt & Co.
Behind the Beautiful Forevers
9
3
Katherine Boo/Random House
An Unexpected Twist
10
New
Andy Borowitz/Andy Borowitz

Fiction E-Books
TITLE
AUTHOR / PUBLISHER
THIS WEEK
LAST
WEEK
The Hunger Games
1
2
Suzanne Collins/Scholastic
Catching Fire
2
3
Suzanne Collins/Scholastic
Mockingjay
3
4
Suzanne Collins/Scholastic
Private Games
4
New
James Patterson, Mark Sullivan/Little, Brown
Twilight
5
Stephenie Meyer/Little, Brown Books for Young Readers
Kill Shot
6
1
Vince Flynn/Atria Books
I've Got Your Number
7
New
Sophie Kinsella/Random House
Ice Age
8
Brian Freemantle/Open Road
Defending Jacob
9
7
William Landay/Random House
The Sweetest Thing
10
6
Barbara Freethy/Barbara Freethy

Vídeos

Book Business to Trifurcate, Says Mike Shatzkin

FoldMe: Interacting with Double-sided Foldable Displays

PageOne Stickman Animation

25 de fevereiro de 2012

Vencedores dos Prémios de Edição LER/Booktailors 2011


Foram hoje apresentados, no Auditório Municipal da Póvoa de Varzim, os vencedores da 4.ª edição Prémios de Edição LER/Booktailors. A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Estado da Cultura e das Correntes d’Escritas, tem como objectivo distinguir obras nas áreas do design, da fotografia e da ilustração, assim como dar reconhecimento ao trabalho de diversos profissionais do sector editorial. A lista completa dos vencedores:

Inseridos no programa das Correntes d’Escritas, os Prémios LER/BOOKTAILORS pretendem valorizar o que de melhor se faz na área da edição em Portugal e revelar, segundo a avaliação de um painel alargado de jornalistas e críticos literários, o melhor livro do ano.

Prémios de Edição

Melhor Design de Capa — Literatura
————–
"Ágape, Agonia", Ahab Edições (Studio Andrew Howard)

————–
Melhor Design de Capa — Não-ficção
————–
"Indice das Covzas Mais Notaveis", Babel (Inês Sena)

————–
Melhor Design de Capa — Coleção
————–
Publicações Dom Quixote (Rui Garrido), pelo design das obras de Philip Roth

————–
Melhor Design de Obra — Infantil e Juvenil
————–
"O Livro dos Quintais", Planeta Tangerina (Bernardo Carvalho)

————–
Melhor Design de Obra — Arte e Fotografia
————–
"Cine Qua Non", Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa (Catarina Vasconcelos, Margarida Rêgo)

————–
Melhor Design de Obra — Gastronomia
————–
"Flagrante Delícia", Editora Objectiva (Miguel Coelho)

————–
Melhor Design de Obra — Livro Escolar
————–
"+ciências 5.º Ano", Editora Sebenta (Ballon Happy, Lda.)

————–
Melhor Fotografia Original
————–
"Terezín", Edições Tinta-da-China ( Daniel Blaufuks)

————–
Melhor Ilustração Original
————–
"A Contradição Humana", Editorial Caminho (Afonso Cruz)

Prémios Especiais

Edição
————–
André Jorge (Cotovia)

————–
Designer/Artes Gráficas
————–
Rui Garrido

————–
Editora Revelação
————–
Abysmo

————–
Editora do Ano
————–
Ahab Edições

————–
Tradutor
————–
Pedro Tamen

————–
Livreiro
————–
Jorge Figueira de Sousa

————–
Livraria Independente
————–
Livraria Histórias com Bicho (Óbidos)

————–
Jornalista ou Crítico Literário
————–
Sara Figueiredo Costa (Cadeirão Voltaire)

————–
Blogosfera e Internet de Edição
————–
Maria do Rosário Pedreira (Horas Extraordinárias)

————–
Campanha de Divulgação de Autor Português
————–
Objectiva, pela campanha de divulgação de Valter Hugo Mãe


Prémio Especial da Crítica

"O Retorno", de Dulce Maria Cardoso (Edições Tinta-da-China)

Colóquio "Ficção e Cibercultura"

Organização: Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens
Data: 1 e 2 de Março de 2012.
Local: Auditório 1, Torre B, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.
Entrada: Livre.
Este colóquio é uma das actividades de divulgação do projecto «A Ficção e as Raízes da Cibercultura» (PTDC/CLE-LLI/099000/2008), actualmente em curso no Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens (CECL), sob a direcção de Jorge Martins Rosa, docente do departamento de Ciências da Comunicação.

Pretende-se com este evento abrir a discussão a investigadores deste e de outros centros acerca do papel da ficção científica, mais concretamente de obras publicadas entre 1870 e 1970, numa genealogia dos discursos contemporâneos da cibercultura.

Sessão 1, Dia 1 de Março, 10h-11h15m
"Em Busca das Origens"
Moderador: Maria Augusta Babo

Comunicações:

  • Maria Aline Ferreira, «Cérebros em Tanques e Corpos Trocados: A Génese de uma Fantasia»
  • Margarida Medeiros, «Feitiço e Feiticeiro: O Caso do Dr. Berkeley ou Como Ver através do Outro na Mesa do Laboratório»
  • Artur Alves, «Faces da Tirania na Era Pós-Humana: "The Machine Stops" de E. M. Forster»
Sessão 2, Dia 1 de Março, 11h30-13h
"Diálogos I: Entre o Cânone e os Géneros"
Moderador: Luís Filipe Teixeira

Comunicações:

  • Maria Augusta Babo, «O Lugar do Leitor numa Arqueologia da Ciberliteratura: Estudo de Casos»
  • Isabel Brison, «Cérebros em Caixas Mecânicas: Cyborgs avant la lettre em H. P. Lovecraft e C. L. Moore»
  • Rui Pereira Jorge, «Krapp's Last Tape de Samuel Beckett e a Construção de Narrativas»
Sessão 3, Dia 1 de Março, 14h30-16h
"Diálogos II: A Ficção em Imagens"
Moderador: Jacinto Godinho

Comunicações:

  • Filipe Luz, «SF e Animé: Os Encantadores Monstros do Período Pós-Guerra»
  • Ana Barroso, «New Frontiers, Old Values: Representações de
  • Colonialismo e Racismo em Do Androids Dream of Electric Sheep? e Blade Runner»
  • Patrícia Proença, «O Mundo de Perky Pat e as Imagens Stock»
  • Paulo Quadros, «Star Trek: Literatura, Filosofia, Ciência e Tecnologia – Campos Hibridizantes de Tensão entre o Imaginário e a Realidade Ficcional»
Sessão 4, Dia 1 de Março, 16h15-17h45
"If This Goes On...: Ficção Científica e Sociedade"
Moderador: António Fernando Cascais

Comunicações:

  • Manuel Bogalheiro, «O Lugar da Distopia na Ficção Científica: Para uma Projecção Crítica do Futuro»
  • Daniel Cardoso, «Ficção Científica (Social): As Ténues Fronteiras entre Real e Ficção»
  • Paulo Tavares, «Os Livros sem Leitores»
Sessão 5, Dia 2 de Março, 10h-11h30m
"Espaços da Ficção"
Moderador: Fernando Clara

Comunicações:

  • Gonçalo Furtado, «O Espaço na Cibercultura: Pressupostos e Promessas na Produção Ficcional (Literatura Sci-Fi, Arte e Arquitectura)»
  • José da Costa Ramos, «Calle Garay, 1941: Borges, Geografia e Ciberespaço»
  • Sandra Bettencourt Pinto, «Espaços Cibernéticos: «El Aleph», Los Angeles, Anarquitectura e Realidade Aumentada»
  • João Rosmaninho, «Visões Arquitectónicas do Futuro na Ficção»
Sessão 6, Dia 2 de Março, 11h45m-13h30m
"Entre Passado e Futuro: O Imaginário Tecnológico"
Moderador: Jorge Martins Rosa

Comunicações:

  • Maria do Rosário Monteiro, «People e Underpeople, ou Possíveis Involuções e Evoluções da Humanidade»
  • Raquel Botelho, «Não, Ainda não nos Teletransportamos»
  • Herlander Elias, «Reflexos do Passado: Ficção Científica e Tecnocultura»
  • António Fernando Cascais, «O Corpo Metamórfico na Ficção Científica»

23 de fevereiro de 2012

Prémio Literário Casino da Póvoa 2012 para Rubem Fonseca


Rubem Fonseca vence a edição de 2012 do Prémio Literário Casino da Póvoa com o livro Bufo & Spallazani, sucedendo assim a Pedro Tamen. O comunicado do júri:
   "No dia 22 de Fevereiro de 2012, reunidos na sala Estela do Hotel Axis Vermar, na cidade da Póvoa de Vazim, o júri decidiu que o Prémio Literário Casino da Póvoa atribuído no âmbito da 13.ª edição do Encontro literário Correntes d'Escritas e entregue a Rubem Fonseca com o livro Bufo & Spallazani.
Este júri atribui o Prémio a Rubem Fonseca pelo seu livro Bufo & Spallazani, edição da Sextante, por ser uma obra reveladora da diversidade do humano, mostrando uma compreensão alargada das situações e problemas sociais.
Ao mesmo tempo, descobre-se na leitura deste livro um meta-discurso elaborado sobre a arte do romance.
Sublinhe-se também o rigor da escrita, bem como a qualidade da arquitectura romanesca.
Este livro desenvolve-se num ritmo narrativo muito sedutor na abordagem dos tipos humanos e no uso de uma linguagem coloquial."

Finalistas do Los Angeles Times Book Prize 2011


The Los Angeles Times Book Prizes are judged by working writers, so in a very real sense they express the admiration of a community of peers. But even more, they tell us that reading is important, an essential way of connecting with, and understanding, the world in which we live. In a culture of flash and fashion, this can only bear repeating, which is what the Book Prizes do. Every year, they remind us of the power of books to move and enlighten us, to connect us to the best that we as human beings have to offer, to illuminate us through the written word.

Biography
————–
Clarence Darrow: Attorney for the Damned, John A. Farrell(Doubleday)
Malcolm X: A Life of Reinvention, Manning Marable (Viking)
Catherine the Great: Portrait of a Woman, Robert K. Massie(Random House)
Reading My Father: A Memoir, Alexandra Styron (Scribner)
My Long Trip Home, Mark Whitaker (Simon & Schuster)
————–
Current Interest
————–
Is That a Fish in Your Ear?: Translation and the Meaning of Everything, David Bellos (Faber & Faber/Farrar, Straus and Giroux)
El Narco: Inside Mexico’s Criminal Insurgency, Ioan Grillo(Bloomsbury Press)
Thinking Fast and Slow, Daniel Kahneman (Farrar, Straus and Giroux)
Pakistan: A Hard Country, Anatol Lieven (PublicAffairs)
————–
Fiction
————–
Ghost Light, Joseph O’Connor (A Frances Coady Book/Farrar, Straus and Giroux)
The Cat’s Table, Michael Ondaatje (Knopf)
The Buddha in the Attic, Julie Otsuka (Knopf)
Binocular Vision: New & Selected Stories, Edith Pearlman(Lookout Books/University of North Carolina Wilmington)
Luminarium, Alex Shakar (SoHo Press)
————–
Art Seidenbaum Award for First Fiction
————–
The Art of Fielding, Chad Harbach (Little, Brown & Company)
Ten Thousand Saints, Eleanor Henderson (Ecco/HarperCollins)
Leaving the Atocha Station, Ben Lerner (Coffee House Press)
Shards, Ismet Prcic (Black Cat/Grove/Atlantic)
The Arriviste, James Wallenstein (Milkweed Editions)
————–
Graphic Novel
————–
I Will Bite You! And Other Stories, Joseph Lambert (Secret Acres)
Celluloid, Dave McKean (Fantagraphics)
Finder: Voice, Carla Speed McNeil (Dark Horse)
Congress of the Animals, Jim Woodring (Fantagraphics)
Garden, Yuichi Yokoyama (PictureBox)
————–
History
————–
1861: The Civil War Awakening, Adam Goodheart (Knopf)
To End All Wars: A Story of Loyalty and Rebellion, 1914-1918, Adam Hochschild (Houghton Mifflin Harcourt)
Molotov’s Magic Lantern: A Journey in Russian History,Rachel Polonsky (Farrar, Straus and Giroux)
————–
Mystery / Thriller
————–
Started Early, Took My Dog, Kate Atkinson (Reagan Arthur Books/Hachette Book Group)
Plugged, Eoin Colfer (The Overlook Press)
11/22/1963, Stephen King (Scribner)
Snowdrops: A Novel, A.D. Miller (Doubleday)
The End of Wasp Season, Denise Mina (Reagan Arthur Books/Hachette Book Group)
————–
Poetry
————–
Songs of Unreason, Jim Harrison (Copper Canyon Press)
Discipline, Dawn Lundy Martin (Nightboat Books)
The Public Gardens, Linda Norton (Pressed Wafer)
Double Shadow: Poems, Carl Phillips (Farrar, Straus and Giroux)
Devotions, Bruce Smith (University of Chicago Press)
————–
Science & Technology
————–
Grand Pursuit: The Story of Economic Genius, Sylvia Nasar(Simon & Schuster)
————–
Young Adult Literature
————–
Beauty Queens, Libba Bray (Scholastic Press)
The Big Crunch, Pete Hautman (Scholastic Press)
Life: An Exploded Diagram, Mal Peet (Candlewick Press)
The Scorpio Races, Maggie Stiefvater (Scholastic Press)
Os vencedores serão anunciados a 20 de Abril de 2012. A informação relativa às edições anteriores do prémio pode ser consultada aqui.
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