31 de janeiro de 2011

Leilões de livros - Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21

  Déjà Lu é uma página de leilões de livros já lidos. Poderíamos chamar-lhes livros em segunda mão, mas estaríamos a quebrar toda a mística que envolve um volume que em tempos fez companhia a alguém.
O valor das vendas resultante dos leilões reverterá, na sua totalidade e de forma directa para a APPT21 (Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21) e para o Centro de Desenvolvimento Infantil DIFERENÇAS.
  A Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 criou um blog onde efectua leilões de livros, cuja receita reverte integralmente para a associação. Para além dos leilões (alguns deles com edições autografadas), é também possível contribuir através da doação de livros ou de um donativo monetário por transferência bancária.

30 de janeiro de 2011

Leituras Digitais (23 a 29 de Janeiro)

Rubrica semanal de notícias e artigos relacionados com a edição de livros digitais.

  The Kindle is doing very well in the UK, and UK-based online retailer The Books Depository saw its sales grow 70% in the second half of the year. However, apart from those two, book sellers in the UK are seeing total destruction.
  Courtesy The Bookseller, we get a wide variety of updates – nearly all of them disastrous for bookstores.
  ”The problem in Italy and in Europe in general, is that data on e-books is scarce, says Cristina Mussinelli, a digital publishing consultant for the Italian Publishers Association and European member of the IDPF board. “There is no central entity collecting information in an organized way, and the ways in which different countries collect data may not be comparable. So it is gathered unofficially, from people working in the market. Because of my position at the Italian Publisher’s Association and IDPF I have a quite wide network of contacts, and so I actively seek this information — but it is desk research, not statistically based.”
  "The idea of the book dying comes up all the time. It's wrong. I think this is a wonderful time for books, to enlarge the audience of the book and draw in more readers," said John Makinson, Chairman and CEO of the Penguin Group of publishers.
  What's interesting about this is that publishers are now moving into the role of selling to readers. Publishers have predominantly been in the business of selling books wholesale to retailers -- in other words, they're a B-to-B business. With e-books, they are moving closer to a B-to-C model; increasingly, as there are more online e-book retailers, publishers need to build new models of marketing books directly to consumers.
  Investors and analysts bearish on B&N. The nature of the superstore is behind us. There are great opportunities for consumers, but also great confusion among consumers so anyone who can execute well has a possibility of success. As bookstores change it effects title mix primarily and that may be the biggest effect on the publisher.
  James McQuivey, a principal analyst with Forrester, said that the book publishing industry was racing ahead of other media sectors in terms of its transition. He said 10.5m people in the US now owned a dedicated e-reader, and were continuing to buy them in 2011, while there were 10m tablets sold--primarily iPads. He said that $1bn had been spent on e-books in 2010, and expected $1.3bn to be spent in 2011. "It took other media industries multiple years to get to this point, but we were there in two, and you haven't seen anything yet."
  Por cá, já há várias editoras que estão a limar arestas para pôr os e-books nas prateleiras online. O grupo LeYa, por exemplo, tinha já em Setembro 200 títulos disponíveis nesta versão digital, na sua livraria online, a MediaBooks. Um número que é, de resto, para superar: «Todas as editoras integradas na LeYa e que publiquem obras das quais detenhamos os direitos, terão disponíveis livros em versão e-book», disse à Agência Financeira a direcção de comunicação do grupo que integra, entre outras editoras, a Caminho, Oficina do Livro e D. Quixote.
  Na Editorial Presença, por exemplo, este projecto está ainda numa fase embrionária mas com intenção de ganhar ritmo.
  3,819 respondents weighted to 18 ages and above; libraries are a significant source 44.7% prefer libraries, women prefer libraries over men. Men buy 5 books a year, women 6, average books borrowed each year is 5; 2009 3% owned ereader in 2010 8% owned ereader; 40% said are unlikely to buy an ereader; ability to pass along ebooks is important to 30% of ereader owners; kindle and sony most popular than men, however Nook is number 2 in ownership; average person bought 2 ebooks a year and 6% purchased 13% or more ebooks per year; 23% prefer dedicated ereader, 18% laptop desktop computer, 8% mobile device and tablet 8%; seems be a hybrid market as 30% of ereaders owners buy 13 or more print books a year and 23% of ereaders purchase 13 or more ebooks per year; 80% of ereader owners said would purchase ebooks from local indie if they had competitive pricing.
  But what if the jump in ebook sales is more indicative of a larger trend? What if 2011 is going to be the year that ebooks make "the leap" and become the dominant form of reading? We thought it might be illuminating to look at the growth of ebooks on Goodreads over the past two years as an indication for where we're headed.
  E-book lending has been a thorny issue for libraries, but a panel at Digital Book World yesterday moderated by Library Journal’s Josh Hadro suggested perhaps there really wasn’t much of an issue. Despite Hadro’s introduction, which quoted a recent feasibility study  about e-books in which librarians’ expressed deep anxieties, and a recent talk from Ann Arbor, MI,  librarian Eli Neiburger entitled "Libraries are Screwed,” the panel was decidedly upbeat. Publishers love libraries, the one-book/one lend model works great, and the potential for growth is enormous. But all agreed that the conversation the panel kicked off needs to continue.
  A quick roundup of coverage and reactions to Digital Book World 2011.
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29 de janeiro de 2011

Citações

  “Sábio é quem monotoniza a existência, pois então cada pequeno incidente tem um privilégio de maravilha.
(...) Um homem pode, se tiver a verdadeira sabedoria, gozar o espectáculo inteiro do mundo numa cadeira, sem saber ler, sem falar com alguém, só com o uso dos sentidos e a alma não saber ser triste.”

                   Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

26 de janeiro de 2011

Colóquio Internacinal Sophia de Mello Breyner Andresen - Transmissão em directo


Para quem não puder estar presente no colóquio que se inicia amanhã, é possível seguir o evento através da transmissão online em directo na seguinte página da Fundação Calouste Gulbenkian.

PROGRAMA

Quinta, 27 de Janeiro
...................................................
09H00          
Recepção dos participantes
09H30
Sessão de Boas-Vindas
Emílio Rui Vilar
Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian
Guilherme d’Oliveira Martins
Presidente do Centro Nacional de Cultura
Maria Andresen de Sousa Tavares
Presidente da Comissão Coordenadora
10H00          
Início dos Trabalhos
Sessão I
Presidente da Mesa: Paula Morão
Nuno Júdice
“Luz e desenho na poética de Sophia”
Rosa Maria Martelo
“Imagem e som no mundo de Sophia”
Manuel Gusmão
“O ameaçado fulgor da imagem, na poesia de Sophia”
Eucanaã Ferraz
“Sophia: cesteira e cesto”


11H50
Sessão II
Presidente da Mesa: Fernando Martinho
Helder Macedo
“Sophia: casa branca em frente ao mar enorme”
José Manuel dos Santos
“Sophia e a Felicidade”
Jorge Fernandes da Silveira
“A inscrição do exílio”
Piero Ceccucci
“«Ó noite, em ti me deixo anoitecer».
Encanto e sonho da Noite na poesia de Sophia”


14H30
Sessão III
Presidente da Mesa: Rosa Maria Martelo
Giulia Lanciani
“E passa devagar memória antiga” (Sophia, Primavera)
Paula Morão
“«Nunca nada é inventado» – Sophia e a Casa do Campo Alegre”
Federico Bertolazzi
“O cântico da longa e vasta praia. Eco atlântico em itinerário mediterrânico”
Carlos Mendes de Sousa
“Sophia e a dança do ser”


16H10
Sessão IV
Presidente da Mesa: Jorge Fernandes da Silveira
Perfecto Cuadrado
"Cantar, contar, reinventar a Arcádia”
Frederico Lourenço
"O não-vivido na obra poética de Sophia"
Maria de Fátima Freitas Morna
“Momentos de silêncio no fundo do jardim: a efabulação
como poética na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen”
Maria Andresen Sousa Tavares
"Sobre Espólio e Poesia: Entre a Sombra e a Luz mais que pura"

Sexta, 28 Janeiro
......................................................
09H30
Sessão V
Presidente da Mesa: Maria Andresen Sousa Tavares
Alexis Levitin
"The Translation of Transparency"
Teresa Amado
“Traduzir com Música e Paixão”
Michel Chandeigne
“Sophia en France ...”


11H20
Sessão VI
Presidente da Mesa: Teresa Amado
Pedro Eiras
“A face nocturna”
Richard Zenith
“Uma Cruz em Creta: a salvação sophiana”
Jaime Siles
"La mitología como sistema referencial en la poesía
de Sophia de Mello Breyner Andresen"
Miguel Serras Pereira
“Poesia Exemplar”
José Manuel Mendes
“Sophia e o Associativismo de Escritores Portugueses”


14H30
Sessão VII
Presidente da Mesa: Nuno Júdice
Fernando J. B. Martinho
"Sophia com Pessoa na Grécia"
Gustavo Rubim
“Sophia (Ricardo Reis) e a forma humana”
Anna Klobucka
“Entre Orfeu e Odisseu: Negociações de género
e sexualidade no diálogo Sophia-Pessoa”
Antonio Tabucchi
“Na Grécia com Sophia”
16H10
Sessão VIII
Presidente da Mesa: Carlos Mendes de Sousa
Isabel Almeida
“«Se nenhum amor pode ser perdido». Sophia e Camões”
Sofia Silva
“Reparar brechas: uma possível relação entre
Sophia de Mello Breyner Andresen e Adília Lopes”
Clara Rocha
“Sophia e Torga”
17H30
Mesa Redonda de Poetas
Moderadora: Maria Andresen de Sousa Tavares
Ana Luísa Amaral, António Osório, Armando Silva Carvalho,
Gastão Cruz, Luís Quintais, Nuno Júdice
18H30          
Lançamento do número de Janeiro
da Revista Colóquio/Letras, em parte dedicada
a Sophia de Mello Breyner Andresen.

24 de janeiro de 2011

O Pêndulo de Foucault - Umberto Eco

O Pêndulo de Foucault
2005 (Data original de publicação: 1988)

Título Original: Il Pendolo di Foucault
Autor: Umberto Eco
Editora: Difel
Tradução: José Colaço Barreiros
Páginas: 566
ISBN: 972-29-0726-3

  “Assim desapareceram os cavaleiros do Templo com o seu segredo, na sombra do qual palpitava uma bela esperança da cidade terrestre. Mas o Abstracto a que estava preso o seu esforço prosseguia em regiões desconhecidas a sua vida inacessível... e mais de uma vez, no decorrer dos tempos, deixou fluir a sua inspiração nos espíritos capazes de acolhê-lo.”
(Victor Emile Michelet, Le secret de la Chevalerie, 1930)
Ao longo do séc. XX, assim como do presente século, as teorias da conspiração serviram de base a diversas obras de ficção, desde os filmes e séries televisivas à literatura, algumas delas com bastante sucesso, como a série Ficheiros Secretos e o fenómeno de vendas de Dan Brown com o seu livro Código Da Vinci. A obra de Umberto Eco encontra-se, no entanto, num patamar de erudição bem acima da média, algo que o escritor italiano não deixa de demonstrar em O Pêndulo de Foucault, onde se verifica como este é capaz de gerir uma quantidade de informação atípica em trabalhos ficcionais.
  “Mas então esta história continua até ao infinito?”
“Assim é. E é a astúcia dos Senhores.”
“Mas o que querem que a gente saiba?”
“Que há um segredo. Senão para quê viver, se tudo fosse como parece ser?”
“O que as religiões reveladas não souberam dizer. O segredo está para além disso.”
Casaubon, o narrador, é um estudante que se encontra a trabalhar na sua tese de doutoramento acerca dos Templários, ordem extinta após o seu Grão-Mestre ter sido condenado à morte no séc. XIV, embora existam, ainda hoje, lendas acerca da sua preservação até aos tempos modernos, apontando para uma existência rodeada de mistérios. Em Milão conhece os editores Jacopo Belbo e Diotallevi, dos quais não só se tornará colega de trabalho, mas também na peça central que permite ao trio desenvolver uma intrincada teoria da conspiração, denominada de Plano, que atravessa diversos séculos, culturas e organizações, em que conjugam factos históricos com especulações baseadas nas ciências do oculto.
  “Você tinha razão. Qualquer dado se torna importante se for ligado a outro. A conexão altera a perspectiva. Induz a pensar que todos os indícios, todos os boatos, todas as palavras escritas ou faladas não têm o sentido que parecem ter, mas que se está a falar de um Segredo. O critério é simples: suspeitar, suspeitar sempre. Pode-se ler nas entrelinhas até de uma placa de sentido proibido.”
De mero passatempo, a constituição do Plano passa a ocupar plenamente a vida dos protagonistas, que apresentam uma cadeia de associações de ideias deveras impressionante, desencobrindo obscuras simbologias onde aparentemente o significado se revela simples e claro. Esta complexidade, que resulta em longos períodos de exposição de informação, torna-se ainda mais surpreendente quando o autor, sem piedade, destrói a elaborada estrutura do Plano, construída ao longo de centenas de páginas.
  “O vosso plano não é poético. É grotesco. Ninguém se lembra de voltar a incendiar Tróia só porque leu Homero. Com ele o incêndio de Tróia tornou-se uma coisa que nunca existiu, que nunca existirá e no entanto existira sempre. Tem muitos sentidos porque é tudo claro, tudo límpido. Os teus manifestos dos Rosas-Cruzes não eram claros nem límpidos, eram um borborigmo e prometiam um segredo. Por isso tantos procuraram fazer com que se tornassem verdadeiros, e cada um descobriu o que lhe apeteceu. Em Homero não há nenhum segredo. O vosso plano está cheio de segredos porque está cheio de contradições. Larguem isso tudo. Homero não fingiu. Vocês fingiram. Ai de quem finge, todos acreditam nele.”
O Pêndulo de Foucault é, como refere Anthony Burgess, um triunfo intelectual, um livro que comprova o poder do conhecimento, mas que também torna visíveis os seus perigos. Uma crítica à busca por segredos que não existem, à manipulação de factos concretos para construir hipóteses sem fundamento, alimentando uma fome impossível por satisfazer: a fome do desconhecido, a ânsia por alcançar uma verdade intocada, que perigosamente dilui a barreira que separa a ilusão da realidade.
  “Veja bem, Casaubon, até o Pêndulo é também um falso profeta. Você olha para ele, julga que é o único ponto imóvel no cosmos, mas se o tirar da abóbada do Conservatoire e o for pendurar num bordel funciona à mesma. Há outros pêndulos, um está em New York no palácio da ONU, outro em San Francisco no museu da ciência, e sabe-se lá quantos mais há. O pêndulo de Foucault está parado com a Terra a girar por baixo dele seja onde for que se encontre. Cada ponto do universo é um ponto imóvel, basta prender-lhe o Pêndulo.”
“Deus está em toda a parte?”
“Num certo sentido sim. É por isso que o Pêndulo me perturba. Promete-me o infinito, mas deixa-me a mim a responsabilidade de decidir onde é que quero tê-lo. Assim não basta adorar o Pêndulo onde ele está, é preciso tomar de novo uma decisão, e procurar o ponto melhor.”

Ciclo de Palestras "100 Lições" - Comemorações dos 100 Anos da Universidade de Lisboa

  A Universidade Portuguesa tem a sua origem em Lisboa em 1288-1290, e só foi transferida definitivamente para Coimbra em 1537. A actual Universidade de Lisboa foi criada por decreto de 22 de Março de 1911, reunindo os vários estudos superiores reaparecidos na capital durante o século XIX. É uma história de séculos que a Universidade de Lisboa comemora em 2011.
  Inicia-se hoje o primeiro ciclo de palestras do programa "100 Lições", um dos eventos que se inserem na comemoração do centenário da Universidade de Lisboa. Assim, antigos alunos como Lídia Jorge, Vasco Graça Moura e Nuno Júdice regressam à universidade para participar neste ciclo de palestras, que se realiza até 12 de Maio, de segunda a sexta-feira, entre as 18h e as 20h na Sala de Conferências da Reitoria da Universidade de Lisboa. A entrada é livre e o programa detalhado pode ser consultado aqui.


23 de janeiro de 2011

Leituras Digitais (16 a 22 de Janeiro)

Rubrica semanal de notícias e artigos relacionados com a edição de livros digitais.

  The first question – Is there any way to avoid advertising in books?
The Answer: Not really.
Now that Google has a patent that lets them fight off the patent Amazon got for advertising in books. Now that Publishers are desperate. Now that Google has probably realized that it needs to offer something to readers that Amazon and B&N can’t easily match. Now that most online companies have begun to feel advertising is the answer to everything.
  There is wide interpretation and varying implementations of the ISBN eBook standard; however, all participants agree a normalized approach supported by all key participants would create significant benefits and should be a goal of all parties.
Achieving that goal will require closer and more active communication among all concerned parties and potential changes in ISBN policies and procedures. Enforcement of any eventual agreed policy will require commitment from all parties; otherwise, no solution will be effective and, to that end, it would be practical to gain this commitment in advance of defining solutions.
  US-based Apple and Amazon are the leading global vendors of tablet computers and e-readers, respectively, according to the Worldwide Quarterly Media Tablet and eReader Tracker, published by International Data Corporation (IDC). Pandigital and Barnes & Noble have lapped Sony to become the #2 and #3 global vendor of e-readers. Sony is neck and neck with Chinese-producer Hanvon in distributing e-readers, and are at the #4 and #5 positions — though are significantly behind the leaders in terms of percentage of market share.
  All of this probably wouldn’t matter too much if the prices they charged for their various models reflected the realities of their limited hardware, but sadly they don’t.   Sony is resolutely refusing  to join in the price war that is currently raging in the eReader world, making their eReaders, which are comparable to the cheaper models way too expensive for what they are offering us.
  Sorry Indies, but it’s the truth. B&N still has enough consolidated power to “make” books. Its buying power makes it indispensable to publishers who need advance orders to justify print runs and the various other knock on effects that entails. They are providing –- via their Nook device –- the biggest rival to Amazon’s e-reader hegemony. And, let’s face it, if they –- along with Borders -– disappeared, how many communities would suddenly be underserved or not served at all? This is the reason small towns lobby B&N to open stores in their community: people are now, like it or not, accustomed to the selection available at big box retailers. True, perhaps half of those who shop at B&N’s aren’t there for the books, but what better chance is there to entice a not-so-avid reader into picking up a book?
  The idea is "to try and advance together, not one against the other", and to achieve a "civilised" rather than a "regulated internet" he said in a New Year speech to the French culture, teaching and research communities.
  Whatever the cause of this obnoxious limitation, we’ve had e-books in some form for well over a decade now. Why on earth can’t the publishing industry figure out a way to solve this problem and let people who want to buy books buy them? As the pasted LostBookSales report indicates, people who are denied the opportunity will often just resort to piracy, and that does not earn the author or publisher anything.
  É isto mesmo. Em 2010, o faturamento de e-books correspondeu a 9% do faturamento das grandes editoras americanas. Em 2008, foi 1% e em 2009, 3%. O crescimento tem sido exponencial. Em alguns poucos anos, haverá uma grande demanda por livros no formato digital, e onde há demanda, há oferta. Se os editores não fornecerem seus livros em formato eletrônico, alguém vai. Por mais que se combata a pirataria, será impossível evitar que algum adolescente na Lapônia ou em São José do Rio Preto digitalize um livro indisponível e o torne acessível na internet.
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Kindle Hacking 101 - E Book DRM Removal

Treasures Smartphone App from the British Library


Territorio Ebook, la voz de los lectores

22 de janeiro de 2011

Citações

  “We have a task before us which must be speedily performed. We know that it will be ruinous to make delay. The most important crisis of our life calls, trumpet-tongued, for immediate energy and action. We glow, we are consumed with eagerness to commence the work, with the anticipation of whose glorious result our whole souls are on fire. It must, it shall be undertaken to-day, and yet we put it off until to-morrow, and why? There is no answer, except that we feel perverse, using the word with no comprehension of the principle. To-morrow arrives, and with it a more impatient anxiety to do our duty, but with this very increase of anxiety arrives, also, a nameless, a positively fearful, because unfathomable, craving for delay. This craving gathers strength as the moments fly. The last hour for action is at hand. We tremble with the violence of the conflict within us, -- of the definite with the indefinite -- of the substance with the shadow. But, if the contest have proceeded thus far, it is the shadow which prevails, -- we struggle in vain. The clock strikes, and is the knell of our welfare. At the same time, it is the chanticleer -- note to the ghost that has so long overawed us. It flies -- it disappears -- we are free. The old energy returns. We will labor now. Alas, it is too late!

                          Edgar Allan Poe, The Imp of the Perverse

19 de janeiro de 2011

Colecção Frente e Verso da revista Visão


  A segunda série desta colecção, em que se pretende reunir autores que publicam prosa e poesia, será lançada esta quinta-feira, 20 de Janeiro, incluindo os seguintes autores:
  • Alice Vieira: Prosa Às Dez a Porta Fecha Poesia Dois corpos tombando na água        
  • José Jorge Letria: Prosa Coração Sem Abrigo Poesia Produto Interno Lírico
  • Luísa Dacosta: Prosa Corpo Recusado Poesia A Maresia do Sargaço dos Dias
  • Urbano Tavares Rodrigues: Prosa O Eterno Efémero Poesia Horas de Vidro      
  • Natália Correia: Prosa A Madona Poesia Sonetos Românticos
  • José Mário Silva: Prosa O Efeito Borboleta e outras histórias Poesia Luz Indecisa
  • Ana Paula Tavares: Prosa A Cabeça de Salomé Poesia Dizes-me Coisas Amargas como Frutos

16 de janeiro de 2011

Leituras Digitais (9 a 15 de Janeiro)

Rubrica semanal de notícias e artigos relacionados com a edição de livros digitais.

  But fiction has not found the transition to anything other than the e-book format so easy. "Fiction seems not to be grasping the potential," says Pullinger. "Many of the apps and enhanced e-books are just codex books with videos and notes shovelled in – like DVDs with their added extras."
  Indeed, it is now feasible that the copyright conventions by which publishers live and die will soon have the contemporary relevance of a papyrus. Newly digitised texts will become subject to the awesome power of online bookselling. According to Chris Anderson, the author of Free, once something becomes software it inevitably becomes free.
  Book apps and e-reading platforms are fast becoming a staple, and we saw them featured on nearly all the new devices, from smartphones to tablets and PCs. For publishers and content creators, CES is a great place to see, in person, how their content looks on these devices and where consumer expectations are headed. Personally, I can say it was energizing to see just how much book content is playing an increasingly important role in the tech industry.
  Kobo Books is important because it is currently the only major ebooktailer with global reach other than Amazon. But unless Kobo Books improves the shopping experience, it is more of a drag than anything else on ebook sales for midtier and small publishing houses, sales that could be the difference between being in business and biting the dust. And if small and midtier publishers do not find a way to combat the rush by better authors to self-publishing, what currently is just a small cloud of dust will become a dust storm of publishers going out of business. That will not be good for anyone — authors will have increased difficulty earning a living from their writing and readers will have increased difficulty in finding good books to read.
  The report, the work of German national library head Elisabeth Niggeman, advertising chief Maurice Levy and Belgian author Jacques de Decker, recommends much greater focus on the EU's online library Europeana and the fostering of competitors to Google, which currently dominates the digitisation agenda. "Can Europe afford to be inactive and wait, or leave it to one or more private players to digitise our common cultural heritage? Our answer is a resounding 'no'," the trio say.
  PWC have released the results of a study today that summarizes the current state of the ebook and e-reader market. PWC polled over 1000 online users in the US, UK, Germany, and the Netherlands.
  Oxford University Press is pleased to announce the creation of a groundbreaking online platform for university press monograph content. Having redeveloped the award-winning Oxford Scholarship Online platform, OUP is launching University Press Scholarship Online (UPSO) and inviting the University Press community to take advantage of a fully enabled XML environment with the cutting edge search and discovery functionality that has marked the success of Oxford Scholarship Online.
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Freescale E-ink Prototype

CES 2011: Technology Meets Content

15 de janeiro de 2011

Citações

  “Nuvens... Existo sem que o saiba e morrerei sem que o queira. Sou o intervalo entre o que sou e o que não sou, entre o que sonho e o que a vida fez de mim, a média abstracta e carnal entre coisas que não são nada, sendo eu nada também. Nuvens... Que desassossego se sinto, que desconforto se penso, que inutilidade se quero!”

Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

13 de janeiro de 2011

Nada de Cultura - TVI24

  "Nada de Cultura" é um espaço de debate para um público alargado e interessado em usufruir e fruir a cultura e as suas polémicas, os seus temas e as suas novidades. "Nada de Cultura" irá devolver a cultura ao mundo real, falando dos cineastas e dos actores, dos livros e dos autores, dos músicos e dos discos, das casas e dos arquitectos, dos jornais e das televisões.
O novo programa cultural da TVI24, apresentado por Francisco José Viegas nas noites de quarta para quinta-feira à 01h00. As novidades do programa podem ser acompanhadas no seu blog.

Curtas: Le Paysagiste/Mindscape (1976)

  "A particularly creative example of the pinscreen animation technique, this film is about an artist who steps inside his painting and wanders about in a landscape peopled with symbols that trigger unexpected associations."

11 de janeiro de 2011

A Máquina do Tempo - H.G. Wells


A Máquina do Tempo
(Data original de publicação: 1895)

Título Original: The Time Machine
Autor: H.G. Wells
Editora: Publicações Europa- América
Tradução: Maria Georgina Segurado
Páginas: 98
ISBN: 972-1-03434-7

Disponível integralmente no Project Gutenberg.
  “- Manifestamente – prosseguiu o Viajante do Tempo –, qualquer corpo real se pode estender em quatro direcções: precisa de ter comprimento, largura, espessura e... duração. Mas, durante uma enfermidade natural da carne, que já de seguida vos explicarei, tendemos a descurar este facto. Existem, realmente, quatro dimensões a que chamaremos os três planos do Espaço, e uma quarta, o Tempo. Verifica-se, porém, uma tendência para fazer uma distinção imaginária entre as três primeiras dimensões e a última, porque, o que acontece é que a nossa consciência se desloca intermitentemente numa direcção, ao longo da última, desde o princípio até ao fim das nossas vidas.”
Figura proeminente na Ficção Científica, H.G. Wells é responsável por algumas das obras que mais influenciaram o género, sendo A Máquina do Tempo um exemplo perfeito disso mesmo. A inclusão do tempo, num sistema até então reservado às três dimensões espaciais, e a criação de uma máquina que permite ao ser humano viajar através deste, são temas que vieram a ser recorrentemente utilizados por escritores de ficção. De facto, a proliferação destes temas leva a que A Máquina do Tempo, em comparação com obras posteriores, denote uma abordagem rudimentar, afectada também por algumas incongruências que, neste, como em outros clássicos do género, se tornam evidentes devido ao avanço científico que se verificou desde a sua publicação.
  “Sofri só de pensar como fora fugaz o sonho do intelecto humano. Suicidara-se. Estabelecera firmemente como mote o conforto e o bem-estar, uma sociedade equilibrada para, no fim, ter aquele desfecho. Em tempos, a vida e a propriedade devem ter alcançado a segurança quase absoluta. Os ricos viram garantida a sua riqueza e o seu conforto, o trabalhador garantida a sua vida e o seu trabalho. Sem dúvida, nesse mundo perfeito, não existira o problema do desemprego, nenhuma questão social ficara por resolver. E uma grande acalmia se seguira.”
A possibilidade de viajar no tempo permitiu a Wells desenvolver a sua perspectiva da evolução humana, tendo em conta as (à data) recentes teorias de Darwin assim como algumas considerações de ordem sociologia, tomando como base a sociedade inglesa da segunda metade do séc. XIX.
O Viajante do Tempo, transportado pela sua máquina até ao ano 802701, depara-se com a degeneração do ser humano em duas raças distintas: os frágeis Eloi, com aparência de criança e uma capacidade intelectual bastante limitada, vivendo despreocupadamente à superfície; os Morlocks, feias criaturas que habitam túneis subterrâneos e que mantêm os Eloi como se de gado se tratassem, alimentando-se destes durante a noite, dada a sua sensibilidade à luz. Uma extrapolação extrema que se fundamenta nas diferenças entre a classe capitalista e o proletariado, através da qual o autor chama à atenção para as consequências das injustiças sociais quando não corrigidas, muito embora o tenha feito através de um retrato pouco verosímil, especialmente se tivermos em conta o espaço de tempo em questão.
  “If we fasten, then, one label on all these books, on which is one word materialists, we mean by it that they write of unimportant things: that they spend immense skill and immense industry making the trivial and the transitory appear the true and the enduring.”
                Virginia Woolf, Modern Fiction
Apesar das falhas apontadas, algumas evidenciadas pelo passar dos anos, Wells consegue cativar o leitor pelas suas ricas descrições e pela exposição de alguns temas que se mantêm actuais mesmo nos dias de hoje. Um desses temas é o que eu chamaria de falhanço da utopia: a prossecução de uma realidade utópica impulsiona a humanidade a evoluir, resultando numa melhoria do nível de vida, processo que, no entanto, só funciona devido à impossibilidade de se atingir essa realidade ideal, isto é, a utopia como um meio e não como um fim. Atingida uma realidade perfeita, que seria de nós sem a pressão da mudança? Ou, nas palavras de Pessoa: “Se tivesse as paisagens impossíveis, que me restaria de impossível?”
  “Existe uma lei da Natureza que ignoramos, que a versatilidade intelectual é a compensação pela mudança, o perigo, os problemas. Um animal em perfeita harmonia com o seu meio envolvente é um mecanismo perfeito. A Natureza nunca apela à inteligência senão quando o hábito e o instinto se tornam irrelevantes. Não existe inteligência onde não existir mudança nem necessidade de mudança. Só os animais dotados de inteligência se vêem confrontados com uma enorme variedade de necessidades e perigos.”

9 de janeiro de 2011

Leituras Digitais (2 a 8 de Janeiro)

Rubrica semanal de notícias e artigos relacionados com a edição de livros digitais.

  It was only a week or two ago that Borders wanted to buy Barnes & Noble. But now — if Leonard Riggio is doing any real thinking about the future — might be the opportune time for B&N to buy Borders.
  Kindle is a runaway train heading for Manhattan, and as it roars through Penn Station and under the city, it is shaking the foundations of New York’s oldest trade publishers. Increasing eBook sales mean increasing cost per unit for print books, since fixed production costs will be amortized over fewer print unit sales. Trade publishers are struggling to exercise pricing power in an environment that demands cheap eBooks, and where the temptation of underselling competitors on all but the biggest brand-name authors is ever present.
  It has been suggested that Amazon introduce a sort of grading system with their ebooks, those that are of a nature that might offend (on whatever basis – sex, graphic violence or whatever) be placed in a section of their store that is only accessible to adults – with some form of realistic and reliable way of proving that the customer is actually an adult.
  After all, books such as the ones here are read by loads of people without them coming to any major harm it seems to me, and for a company to decide what we may or may not read according to some list of “approved conditions” seems wrong to me.
  We’ve been at this a while now, but it apparently needs restating: (text-only) ebooks are books. And in fact, the extraordinary has happened: the EU has agreed, and last year passed a special measure—a rare thing—stating that member countries will be allowed to charge a reduced VAT rate on “any similar physical medium that predominantly reproduce the same textual information content as printed books”, come January 2011 [The Register] (Across the EU in general, paper books are charged at a reduced rate, although not zero as in the UK).
  Regardless of its exact nature, technology will play an increasing role in shaping our future libraries. For centuries, the book publishing industry has worked closely with and supported libraries, and they have done so without influencing the freedom of the institution. It is now time for the technology industry to step up and play a similar role.
  It’s almost become a shared rumor – that a Kindle Tablet is in the works. Almost every site is writing about it, and speculating about it. The new App Store from Amazon makes a lot more sense if there’s a Kindle Tablet arriving in 2011. It fact, it makes perfect sense.
  As long as taste-makers in education, the press, broadcasting and other public institutions keep their faith in new books and their begetters, those precious assets of voice and visibility will not be squandered. Whether the sums will add up for much professional literature remains another matter. The age of multi-platform publishing promises no easy fix for the plight WB Yeats called "that old perplexity, an empty purse" - nor to its corollary for authors with silver tongues and shallow pockets: "the day's vanity, the night's remorse". Still, for as long as a highly cerebral memoir by a foreign politician can grow into a barnstorming bestseller for an indie publisher, the book world should be allowed the audacity of hope.
  The Book Industry Study Group has released the results of a new survey it conducted, called "Student Attitudes Toward Content in Higher Education." Among the findings are that 75% of college students say they prefer textbooks in printed rather than e-text form, citing print’s look and feel, as well as its permanence and ability to be resold.
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