6 de junho de 2011

Alves Redol, Manuel da Fonseca e o ciclo histórico do Neo-Realismo português

  No centenário do nascimento dos dois escritores, a mostra bibliográfica pretende situar a obra de ambos no contexto histórico em que a corrente neo-realista configurou um ciclo de pertinência (1937-1959) de uma opção realista na literatura e na arte, não obstante as soluções de mediação estética diversas. Ora, justamente, o autor de Glória, uma Aldeia do Ribatejo e do romance Gaibéus, com forte influência etnográfica inicial, surge na linha de um realismo documental que forma dicotomia com o autor dos poemas de Rosa dos Ventos ou dos contos de Aldeia Nova, cujo realismo é marcadamente lírico.

  Alves Redol (1911-1969) e Manuel da Fonseca (1911-1991) iriam posteriormente evoluir: o primeiro para a sua obra clássica, abandonada a tendência para a recolha de campo, a partir do romance A Barca dos Sete Lemes, em 1958, a Muro Branco, de 1966; o segundo, abandonada a tematização alentejana, deu lugar aos temas citadinos de Um Anjo no Trapézio, de 1968, ou de Tempo de Solidão, em 1969.
Data: Até 2 de Julho de 2011
Segunda a Sexta – Das 9h30 até às 19h30.
Sábado – Das 9h30 às 17h30.
Local: Sala de Referência, Biblioteca Nacional de Portugal
Entrada: Gratuita

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