“Sabemos bem que toda a obra tem que ser imperfeita, e que a menos segura das nossas contemplações estéticas será a daquilo que escrevemos. Mas imperfeito é tudo, nem há poente tão belo que o não pudesse ser mais, ou brisa leve que nos dê sono que não pudesse dar-nos um sono mais calmo ainda. E assim, contempladores iguais das montanhas e das estátuas, gozando os dias como os livros, sonhando tudo, sobretudo, para o converter na nossa íntima substância, faremos também descrições e análises, que, uma vez feitas, passarão a ser coisas alheias, que podemos gozar como se viessem na tarde.”
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego
A Fábrica do Absoluto - Karel Čapek (1962)
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*Továrna na Absolutno (1922) *de *Karel Čapek* publicado na Colecção
Miniatura da *Livros do Brasil *
Há 4 horas







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