7 de novembro de 2010

On Writing, Stephen King


On Writing
2001 (Data original de publicação: 2000)

Autor: Stephen King
Editora: New English Library
Páginas: 367
ISBN: 978-0-340-82046-9


  “This is not an autobiography. It is, rather, a kind of curriculum vitae – my attempt to show how one writer was formed. Not how one writer was made; I don’t believe writers can be made, either by circumstances or by self-will (although I did believe those things once). The equipment comes with the original package.”
Destacando-se da abordagem técnica adoptada pela maioria dos livros sobre escrita, em On Writing o autor descreve os principais acontecimentos que moldaram o seu processo criativo e os desafios que enfrentou ao longo da sua carreira, relatados num tom directo e bem-humorado, isento de conselhos supérfluos. Esta perspectiva pessoal constitui a primeira e terceira parte do livro, focando-se a última no atropelamento que sofreu em 1999, secções que nos permitem conhecer melhor King mas, acima de tudo, compreender como o amor à escrita foi determinante na sua vida.
  “It starts with this: put your desk in the corner, and every time you sit down there to write, remind yourself why it isn’t in the middle of the room. Life isn’t a support-system for art. It’s the other way around.”
A segunda parte é de natureza mais prática, embora estejam sempre presentes as considerações pessoais de King, que procura salientar os elementos importantes para qualquer escritor, derrubando assim alguns dos mitos que assolam a mente daqueles que aspiram ao ofício. Entre essas considerações, o autor dá-nos a conhecer o seu processo de escrita, que o próprio equipara ao acto de desenterrar um fóssil, isto é, as suas histórias baseiam-se numa premissa inicial a partir da qual se vão desenvolvendo sem qualquer planeamento prévio a nível de enredo, método dotado de uma liberdade que não pode ser atingida quando existem restrições estabelecidas.
  “At its most basic we are only discussing a learned skill, but do we not agree that sometimes the most basic skills can create things far beyond our expectations? We are talking about tools and carpentry, about words and style… but as we move along, you’d do well to remember that we are also talking about magic.”
O conceito mais interessante introduzido ao longo do livro é, porventura, a analogia entre as aptidões de um escritor e uma caixa de ferramentas com diversos níveis. As ferramentas correspondem às capacidades necessárias, e os diferentes níveis à sua importância relativa, devendo as mais utilizadas ser colocadas no topo, como é o caso do vocabulário e da gramática. À medida que a caixa é preenchida com essas ferramentas, King partilha os seus conhecimentos acerca de cada uma delas, estabelecendo, muitas das vezes, um paralelo com as sua experiência ao longo de mais de 40 anos como escritor, tendência comum a todas as partes do livro e que contribui para uma agradável leitura mesmo para quem não tem quaisquer pretensões literárias.

Em On Writing não encontrarão atalhos milagrosos para o sucesso, mas sim uma sinceridade que não só torna visíveis os obstáculos que um escritor tem de enfrentar, mas também o contentamento que este sente ao utilizar a sua criatividade. Um livro que nos demonstra como a magia da escrita preenche e ilumina vida daqueles que escrevem pelos motivos certos e nos dá conhecer, de modo único, um dos autores mais bem sucedidos a nível mundial.

“Writing is magic, as much the water of life as any other creative art. The water is free. So drink.

Drink and be filled up.”

2 comentários:

  1. Boa critica :)
    Este livro está na minha secretária há algum tempo, tenho definitivamente de me decidir a lê-lo!

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