3 de novembro de 2010

Bang! n.º 8

Realizou-se ontem a apresentação da revista Bang! n.º 8 na Fnac Chiado, contando com a presença de Luís Corte Real (director da Saída de Emergência), Safaa Dib (editora deste número) e dos colaboradores António de Macedo e Afonso Cruz. A conversa não se limitou apenas a aspectos relacionados com a revista, dado que se revelou também a publicação de Dune Messiah em 2011, assim como o regresso de George R. R. Martin a Portugal em Abril de 2012.

Neste oitavo número, a revista torna-se bastante mais abrangente. Como seria de esperar, ao expandir os seus horizontes (e ao adoptar um modelo de distribuição gratuita), a Bang! opta por uma vertente mais comercial, embora não de forma excessiva. Diria mesmo que foi atingido um equilíbrio bastante razoável entre conteúdos comerciais, ficção e não-ficção, algo que espero que se mantenha no futuro. Apesar disso, no que a ficção diz respeito, seria interessante incluir em edições posteriores, pelo menos um conto de um novo autor acompanhado de alguma informação sobre o mesmo, um pouco à semelhança do que foi feito na secção dedicada ao ilustrador da capa. Claro que tal inclusão estaria sempre sujeita à qualidade das submissões recebidas.
Entre as novas secções da revista podemos encontrar uma dedicada à crítica literária, incluindo títulos de diferentes editoras, nacionais e internacionais. Uma componente crítica cada vez mais menosprezada nos nossos dias e que me parece importante manter.
Merece também destaque a rubrica Távola Redonda e, especialmente, o excelente ensaio de António de Macedo que, não desfazendo as restantes contribuições, torna este número indispensável para os apreciadores de fantástico.
Concluindo, o esforço dedicado à revista permitiu uma acentuada evolução a nível de qualidade e diversidade de conteúdo, proporcionando uma publicação capaz de atrair um público variado, e dando um importante contributo para a divulgação da ficção especulativa em Portugal. A natureza mais comercial e a aposta em autores de renome é compreensível dado o modelo de distribuição adoptado, mas seria importante quebrar um pouco essa tendência de modo a promover a produção nacional dentro dos géneros tratados pela Bang!.

2 comentários:

  1. Obrigado pela opinião sobre a revista e pela presença no evento. Já agora, aproveito para acrescentar uma coisa. Eu sei que muita gente quer ver novos autores nacionais revelados através da Bang!. Afinal essa é uma das funções principais de qualquer revista do fantástico que se preze, mas não é uma tarefa tão simples e fácil quanto parece. A Bang nº8 ainda não mostra esses autores, mas não quer dizer que isso vá acontecer também na Bang! 9. Se tudo correr bem, espero ter algumas surpresas nesse campo na próxima edição.

    Safaa Dib

    ResponderEliminar
  2. Compreendo que não seja fácil, mas mantendo-se a tendência evolutiva que se tem vindo a verificar até agora, tenho boas expectativas relativamente ao próximo número.

    ResponderEliminar

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...